‘Ninguém será deixado para trás’ é um imperativo ético na Agenda 2030, afirma representante da ONU

Aprovada por unanimidade por 193 Estados-membros, a Agenda 2030 insta todos os países a alcançar 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) ao longo dos próximos 15 anos trabalhando em três dimensões: social, econômica e ambiental.

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A abrangência universal da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável é um imperativo ético, disse o vice-secretário-geral das Nações Unidas Secretário-Geral, Jan Eliasson, em um fórum para os Estados-membros da ONU sobre ética para o desenvolvimento nesta quarta-feira (13).

“Os princípios fundamentais que sustentam os novos objetivos são interdependência, universalidade e solidariedade. Eles devem ser implementados por todos os segmentos de todas as sociedades, trabalhando em conjunto. Ninguém deve ser deixado para trás. Aquelas pessoas, mais difíceis de alcançar, devem ter prioridade”, disse.

Para Eliasson, este é o código moral subjacente da Agenda 2030 e demonstra o fundamento ético do compromisso. Aprovada por unanimidade por 193 chefes de Estado e outros líderes em setembro, na sede da ONU, a Agenda insta todos os países a alcançar 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) ao longo dos próximos 15 anos, abordando as necessidades das pessoas tanto em países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Ampla e ambiciosa, a Agenda aborda as três dimensões do desenvolvimento sustentável: social, econômico e ambiental, bem como aspectos importantes relacionados com a paz, justiça e instituições eficazes.

“Devemos estar prontos para pensar – e agir – de forma abrangente e holística. Todo ator, cada país, cada organização internacional e regional tem a responsabilidade de trabalhar em sinergia, traduzindo a agenda em realidades práticas no terreno”, ressaltou o representante.