‘Ninguém deve ser deixado para trás’, afirma secretário-geral da ONU em Dia Mundial da Aids

UNAIDS

“Ninguém deve ser deixado para trás”, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, , no Dia Mundial da Aids, comemorado em todo o planeta nesta segunda-feira (1), ao alertar sobre a grande disparidade que ainda existe no acesso à prevenção e ao tratamento do vírus HIV. Ele lembrou que na Europa Oriental, Ásia Central e Oriente Médio o número de casos de Aids está aumentando principalmente por causa do estigma, discriminação e leis punitivas.

Ban elogiou o compromisso dos líderes mundiais em acabar com epidemia da Aids até 2030. Segundo ele, para alcançar este objetivo é importante que as abordagens incluam a justiça social, a democratização da ciência, a igualdade de gênero e um tratamento de saúde focado nas pessoas.

Estima-se que cerca de 35 milhões de pessoas no mundo estejam vivendo com HIV, das quais 19 milhões não sabem que têm o vírus. Apesar desses números, ao longo dos anos, tem havido progresso na erradicação mundial da doença.

Cerca de 14 milhões de pessoas em todo o mundo têm atualmente acesso ao tratamento do HIV. Além disso, as novas infecções de HIV foram reduzidas em 38% desde 2001 e cerca de 1,16 milhão de novas infecções em bebês recém nascidos também foram evitadas, devido ao fornecimento de medicamentos antirretrovirais essenciais.

“Juntos, temos sido capazes de transformar a tragédia em oportunidade, de quebrar a conspiração do silêncio, de reduzir o preço dos medicamentos, de modificar a trajetória da epidemia da AIDS e salvar milhões de vidas”, afirmou o diretor executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS), Michel Sidibé.