Nigéria e Guiné progridem no combate ao ebola, mas Libéria ainda preocupa, diz OMS

UNICEF e seus parceiros tomam as ruas de Conacri, capital da Guiné, para fornecer informação sobre como combater o surto de ebola. Foto: UNICEF Guiné

Enquanto as tendências do surto de ebola na Nigéria e na Guiné mostraram sinais encorajadores, a Organização Mundial da Saúde das Nações Unidas (OMS) manifestou nesta terça-feira (19) preocupação com a situação na capital da Libéria, Monróvia. Entretanto, voltou a enfatizar que fora a Libéria, Guiné, Serra Leoa e Nigéria, nenhum outro caso confirmado foi detectado em outras partes do mundo.

No que diz respeito à situação na Libéria, e em Monróvia especificamente, onde muitas clínicas foram fechadas, a porta-voz da OMS Fadéla Chaib disse que, no país, foram detectados 834 casos, incluindo 466 mortes. Para ajudar a prevenir a propagação da doença, comunidades na Libéria estão sendo incentivadas a criar instalações temporárias em escolas e outros locais, a fim de prestar assistência às pessoas que possam estar infectadas com o vírus e, assim, evitar novos casos.

A Organização ressaltou que a situação em Lagos, na Nigéria, parece reconfortante. Dos 12 casos confirmados até o momento na cidade, todos fazem parte de uma única cadeia de transmissão, cujo período de 21 dias de incubação já terminou. “A recuperação até a data de um contato infectado também significa boas notícias. Rebate a ampla percepção de que a infecção do vírus ebola é invariavelmente uma sentença de morte”, anunciou a OMS.

Ainda nesta semana, o coordenador sênior do Sistema das Nações Unidas sobre o vírus da doença ebola, David Nabarro, e o diretor-geral assistente da Segurança da Saúde da OMS, Keiji Fukuda, viajarão para a região afetada pelo ebola para estabelecer a melhor forma que a ONU pode apoiar as comunidades afetadas na África Ocidental e permitir que os trabalhadores de saúde desempenhem suas funções.

Sensibilização para combater o embola

“Este surto tem importantes consequências sociais e econômicas que serão sentidas por anos”, disse Nabarro, ressaltando que os governos devem usar esse apoio para que fortalecer sua capacidade para lidar não apenas com este surto, mas com outros futuros.

Sobre a Guiné, Nabarro explicou que a sensibilização no país tem ajudado a reduzir os casos de contágio. Soluções inovadoras estão sendo encontradas, como o engajamento de “líderes comunitários respeitados para garantir a cooperação de 26 aldeias, que estavam altamente resistentes à ajuda externa”.

No entanto, a Organização alertou que o surto ainda não está sob controle e advertiu que o progresso é frágil, com um risco real de que o surto possa experimentar outro salto. Um novo caso em uma área segura foi noticiado na semana passada, indicando contínua expansão para novas zonas.

A OMS informou que, até o dia 16 de agosto, o número total de casos de ebola foi 2.240, com 1.229 mortes registradas na Guiné, Libéria, Serra Leoa e Nigéria.