Níger combate insegurança alimentar em meio a conflitos na região

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A operação de grupos separatistas no Mali e o Boko Haram, na Nigéria, provoca uma grande crise de refugiados na África Ocidental. Hospedando 57 mil deslocados, o Níger registrou queda na produção de cereais em 2017.

Foto: PMA/Simon Pierre Diouf

Foto: PMA/Simon Pierre Diouf

A crise de refugiados devido aos conflitos na Nigéria e no Mali agrava a já frágil situação alimentar no Níger, que abriga mais de metade dos 108 mil deslocados de guerra nos dois países. A situação registrou melhorias na região de Diffa, onde reside a maioria dos refugiados provenientes da Nigéria.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o fato deve-se ao fim do embargo sobre a venda de pimenta vermelha, principal produto de exportação dos agricultores familiares.

A agência revelou que a medida das autoridades nigerinas visa bloquear o acesso do grupo terrorista Boko Haram ao país e a sua consequente perseguição.

A situação de segurança alimentar é também difícil em várias outras localidades do país devido ao efeito da insegurança na região, o impacto de chuvas sobre colheitas e os problemas de pastagem.

Contudo, as condições agroclimáticas foram favoráveis à regeneração da pastagem, o que melhorou as condições físicas do gado.

De acordo com a FAO, a contínua insegurança levou à diminuição da área de cultivo de cereais essenciais como o sorgo e o milho, porque provocou o deslocamento de pessoas e adoção de medidas de emergência que restringiram o acesso ao combustível e fertilizantes. A ideia é prevenir a entrada de materiais necessários a fabricação de explosivos.

Contrariamente às previsões iniciais, a atual campanha de produção de cereais está com uma média baixa, precipitação bem distribuída e algumas variações regionais. Apesar dos relatos de seca, ventos violentos, inundações e infestação, a situação está sob controle e espera-se um impacto limitado nas colheitas.

(Amatijane Candé, de Bissau para a ONU News)


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