Nenhuma criança ficará fora da escola com novos Objetivos Globais, afirma secretário-geral da ONU

Apesar dos esforços alcançados com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, ainda hoje 59 milhões de crianças não frequentam a escola e 250 milhões não aprendem os ensinamentos básicos.

Conflitos e guerras impossibilitam que muitas crianças possam frequentar a escola. Foto: UNICEF/Donaig Le Du

Conflitos e guerras impossibilitam que muitas crianças possam frequentar a escola. Foto: UNICEF/Donaig Le Du

Em todo o mundo, 59 milhões de crianças não estudam e 250 milhões não aprendem o básico.  Entre os adultos, 757 milhões, dois terços dos quais são mulheres, não sabem ler nem escrever. O quarto Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS 4), adotado pelos 193 Países-membros da ONU na última sexta-feira (25), visa “assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos”, até 2030.

No encontro da Iniciativa Educação Global em Primeiro Lugar, que aconteceu paralemente à Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, na sede da Organização, em Nova York, Ban Soon-taek transmitiu, neste sábado (26), a mensagem de seu marido, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. No texto, o chefe das Nações Unidas renova o compromisso dos líderes do planeta de terminar o trabalho que começaram com os Objetivos de Desenvolvimento de Milênio (ODM) de priorizar a educação para a construção de um mundo melhor para todos.

A diretora-geral da Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), e secretária-executiva do comitê da Iniciativa, Irina Bokova,afirmou que esta ação ajudou a formular uma nova visão para a educação, como um direito essencial para a dignidade e o empoderamento e como uma força transformadora de inclusão, igualdade de gênero e erradicação da pobreza.

O enviado especial da ONU para a Educação Global, Gordon Brown, lembrou da existência de 30 milhões de crianças deslocadas no mundo, entre elas 10 milhões refugiadas vivendo no exílio, a maioria excluídas de sistemas educacionais. “Colocar a educação em primeiro lugar significa quebrar as barreiras que nega a milhões de jovens a chance de educação em contextos de refúgios atuais. Colocar a educação em primeiro lugar significa que devemos encontrar fundos para que as palavras dos políticos, que dizem que vão fazer algo pela educação, se transforme em realidade.”