Negócios sustentáveis preservam planeta, reduzem desigualdades e atraem consumidores

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

Apostar na sustentabilidade é bom para o planeta, para as comunidades e para os negócios. Essa foi a conclusão de especialistas e representantes do setor privado que se reuniram no início de novembro em São Paulo, para o Fórum Pacto Global. Realizado no Museu de Arte da capital paulista (MASP), evento reuniu lideranças corporativas que fazem parte do Pacto Global das Nações Unidas para debates sobre a Agenda 2030 da ONU.

Denise Hills destacou a importância de envolver cada vez mais as lideranças empresariais na busca pelo desenvolvimento sustentável. Foto: Rede Brasil do Pacto Global / Fellipe Abreu

Denise Hills destacou a importância de envolver cada vez mais as lideranças empresariais na busca pelo desenvolvimento sustentável. Foto: Rede Brasil do Pacto Global / Fellipe Abreu

Apostar na sustentabilidade é bom para o planeta, para as comunidades e para os negócios. Essa foi a conclusão de especialistas e representantes do setor privado que se reuniram no início de novembro (9) em São Paulo, para o Fórum Pacto Global.

Realizado no Museu de Arte da capital paulista (MASP), o evento reuniu lideranças corporativas que fazem parte do Pacto Global das Nações Unidas para debates sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Paulo Stark, da Siemens Brasil, alertou que o dirigente que vê a preocupação com sustentabilidade apenas como um plano de marketing comete um grande erro. “Cedo ou tarde, você será desmascarado”, afirmou, defendendo ações genuínas.

Também presente a diretora de Relações Institucionais da organização sem fins lucrativos Endeavor Brasil, Marcela Zonis, ressaltou que o empreendedorismo responsável pode ser o motor da economia.

A instituição para a qual trabalha cria pontes entre grandes e pequenas empresas para promover crescimento econômico diminuindo os níveis de miséria. “Há estudos de que o aumento de 1% na renda de um país já acarreta a diminuição de 3% da pobreza”, contou.

Já Teresa Vernaglia, da AES Ergos, enfatizou o preço a se pagar por ignorar os desafios da Agenda 2030 da ONU. “O cliente de hoje tem mais poder do que os de cinco anos atrás e menos do que aquele nos próximos cinco anos”, disse.

Segundo ela, sua companhia tem investido em energia renovável e cidades sustentáveis, além de oferecer serviços de qualidade a comunidades mais pobres. “Isso não é uma questão de ser politicamente correto e sim ter noção de que se não tomarmos essas medidas, não estaremos aqui daqui a cinco anos”, afirmou.

À frente da AMBEV, Bernardo Paiva disse que “é impossível ter uma empresa por mais de cem anos se a gente não se engajar com os ODS”. segundo ele, uma empresa que não pensa seu impacto na sociedade a longo prazo já não sobrevive.

“Se a gente não evolui pelo caminho que estamos discutindo aqui, lá na frente ninguém vai querer trabalhar na nossa empresa e o consumidor não vai querer nossos produtos”, enfatizou.

Trabalho decente e mudanças climáticas são destaque

Em pesquisa realizada pelo Pacto Global com as 20 empresas que compõem seu comitê brasileiro, a iniciativa da ONU revelou cerca de 40% das corporações integrantes do organismo já desenvolvem ações para implementar a Agenda 2030 das Nações Unidas. Outros 35% dos membros do comitê planejam estratégias futuras para cumprir os ODS.

A análise aponta que os Objetivos Globais mais populares entre as companhias são os de nº 8 — trabalho decente e crescimento econômico — e nº 13 — combate às mudanças climáticas.

“Se cada um de nós disser que os ODS são relevantes ao estabelecer parcerias, é bem provável que a gente consiga influenciar um novo padrão de negócios”, disse a coordenadora do grupo de trabalho do Pacto Global sobre a Agenda 2030, Denise Hills, durante apresentação no fórum.


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