Negociações pendentes devem ser resolvidas, alerta chefe da ONU ao final da primeira semana da COP21

O secretário-geral das ONU, Ban Ki-moon, elogiou as parcerias e iniciativas lançadas nos primeiros dias da Conferência do Clima. Apesar dos avanços, países precisam resolver questões fundamentais.

Apesar da mobilização observada na primeira semana da COP21, negociações pendentes têm que prosseguir. Foto: Trello / Gisella Lomax

Apesar da mobilização observada na primeira semana da COP21, negociações pendentes têm que prosseguir. Foto: Trello / Gisella Lomax

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, fez uma avaliação favorável, nesta quinta-feira (2), dos avanços já obtidos na Conferência do Clima de Paris, que chega ao final de sua primeira semana. Apesar das numerosas parcerias e iniciativas anunciadas para combater as mudanças do clima, o boletim emitido pelo chefe da ONU destacou que é preciso ir além nas negociações, a fim de garantir que o aumento da temperatura permaneça abaixo dos 2ºC. Ban Ki-moon também falou a respeito da crise de refugiados e da ameaça global do terrorismo.

“Grandes economias estabeleceram compromissos para cortar emissões. Muitos países desenvolvidos estabeleceram novos compromissos financeiros para ajudar os países pobres e vulneráveis a se adaptarem aos impactos do clima. Filantropos e empreendedores estão firmando novos e animadores compromissos e investimentos”, afirmou o dirigente máximo das Nações Unidas sobre os primeiros dias da COP21. Ban Ki-moon citou a coalização Breakthrough Energy, anunciada por Bill Gates.

Nas salas de negociação, porém, “ainda há muito trabalho a fazer”. “Questões fundamentais permanecem não resolvidas e não há muito tempo sobrando”, alertou o secretário. Ban Ki-moon lembrou que mesmo o aumento da temperatura a, no máximo, 2ºC terá sérias consequências para a segurança alimentar e hidrológica, para a estabilidade econômica e a paz internacional, na medida em que a mudança climática provocar enchentes, secas, ciclones, tempestades e inundações associadas à elevação do nível do mar.

O chefe da ONU afirmou que vai continuar a pressionar os países desenvolvidos para que reconheçam sua responsabilidade de tomar a dianteira das negociações. Já os países em desenvolvimento devem fazer mais, de acordo com suas capacidades crescentes, segundo o secretário.

Quanto à atual crise de populações deslocadas e à situação de conflito em países do Oriente Médio, Ban Ki-moon disse que espera lançar uma iniciativa em janeiro de 2016, para buscar um cessar-fogo em escala nacional na Síria. O secretário chamou a atenção para o preconceito e a discriminação contra migrantes e refugiados, em especial, contra os muçulmanos. O chefe da ONU também pediu que o mundo se una contra o terrorismo, cuja violência atroz é injustificável.