Negligência com direitos humanos na Síria leva 1,5 milhão de pessoas a se deslocarem internamente

“O intenso combate e uso de armas pesadas em áreas densamente povoadas são uma grande preocupação”, afirmou Chaloka Beyani.

Missão da ONU de Supervisão na Síria entrevista em junho de 2012 testemunha da violência no país. (ONU/David Manyua)A desconsideração com os direitos humanos e os direitos humanitários internacionais levou a uma “grave crise de deslocamento interno na Síria, à medida que o conflito se intensifica”, disse na quarta-feira (8) o Relator Especial da ONU sobre direitos humanos de pessoas deslocadas internamente, Chaloka Beyani. Segundo ele, 1,5 milhão de pessoas já se tornaram deslocados internos em decorrência ao conflito.

“O intenso combate e uso de armas pesadas em áreas densamente povoadas são uma grande preocupação. Mais e mais pessoas estão sendo forçadas diariamente a fugir de suas casas como resultado da escalada de violência e estão buscando refúgio em famílias de acolhimento, escolas e abrigos improvisados”, disse Beyani. “É imperativo que todas as partes em conflito respeitem o direito internacional humanitário, especialmente o direito a vida e o direito à integridade física e garantam a proteção dos deslocados internos como civis”.

O Relator Especial exortou o Governo da Síria a permitir o acesso pleno e irrestrito aos deslocados internos por agentes humanitários. “A falta de acesso a cuidados de saúde, abrigo, comida, água e outros serviços essenciais está agravando uma situação já crítica para os deslocados”.

Beyani também apelou às forças da oposição e outros grupos armados a respeitar esses espaços e a permitir que os agentes humanitários tenham acesso irrestrito às áreas em que atuam.

O Relator Especial enfatizou a necessidade da comunidade internacional disponibilizar fundos para auxiliar o esforço humanitário na Síria, a fim de assegurar a proteção e assistência para o grande número de deslocados internos.