Navi Pillay saúda eleições no Senegal e pede para Mali e Guiné-Bissau seguirem exemplo

“É encorajador que o povo senegalês, membros de partidos políticos e sociedade civil tenham se unido para manter a tradição do país na transição pacífica e democrática do poder “,diz Pillay.

Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi PillayA Alta Comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, parabenizou nesta quarta-feira (28/03) o Senegal pela sua conduta pacífica, livre, justa e transparente na segunda rodada das eleições presidenciais no país. Pillay pediu para os outros países da região seguirem o exemplo.

“Em tempos de incerteza e eleições violentas em outras partes da África Ocidental, é encorajador que o povo senegalês, membros de partidos políticos e sociedade civil tenham se unido para manter a tradição do país na transição pacífica e democrática do poder “, ressaltou a Comissária.

No entanto, Pillay destacou com preocupação o risco de resultados muito diferentes em outros dois países da África Ocidental, Mali e Guiné-Bissau. Em Mali, um golpe de estado na semana passada levantou dúvidas se as eleições de abril vão de fato ocorrer, muito menos em condições justas e livres.

Já sobre a Guiné-Bissau, Pillay disse que “o primeiro turno da eleição presidencial em 18 de março esteve tenso, mas no final, felizmente, foi livre de violência”. No entanto, cinco candidatos ameaçaram não participarem da segunda rodada, depois de alegações de fraude eleitoral, aumentando o clima de tensão no país. A comissária destacou a necessidade de manter a paz e pediu aos candidatos para realizarem um segundo turno livre e justo.