Navi Pillay pede fim de assassinatos de advogados em Honduras

Segundo a Ordem dos Advogados de Honduras, 74 advogados foram assassinados nos últimos três anos.

Navi Pillay demonstrou preocupação com os assassinatos de advogados em Hondurase

Os recentes assassinatos de advogados em Honduras levaram (26) a Chefe de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, a fazer um chamado as autoridades locais para que protejam os advogados e  jornalistas no país.  Pillay afirmou que muitos  destes profissionais vivem uma situação de perigo em Honduras, sublinhando que as mortes recentes refletem a “insegurança crônica” a que eles estão sujeitos a no país.

No último sábado (22), o advogado Antonio Trejo-Cabrera foi morto com um tiro na capital, Tegucigalpa. Ele era defensor dos interesses dos camponeses nos conflitos sobre terra na região do Baixo Aguán. Dois dias depois, o promotor público Manuel Díaz-Mazariegos também foi morto a tiros na cidade de Choluteca, onde defendia causas de direitos humanos.

De acordo com a Ordem dos Advogados de Honduras, 74 advogados foram assassinados nos últimos três anos, sem uma resposta adequada por parte das autoridades. Além disso, mais de 60 pessoas foram mortas em conflitos de terra nos últimos dois anos.

“Apelo ao Governo de Honduras para adotar urgentemente medidas de proteção à vulnerabilidade dos defensores de direitos humanos, como recomendado pela Relatora Especial sobre a Situação de Defensores dos Direitos Humanos, Margaret Sekaggya, que visitou o país em fevereiro deste ano”, disse Pillay.