Navi Pillay pede investigação sobre bombardeio no Sudão do Sul

Informações disponíveis sugerem que atentado pode equivaler a um crime internacional ou uma grave violação dos direitos humanos, afirma Alta Comissária para os Direitos Humanos.

Alta Comissária para os Direitos Humanos, Navi PillayA Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, pediu hoje (11/11) a investigação do ataque aéreo dessa quinta-feira (10/11) ao campo de refugiados no Sudão do Sul e disse que as informações disponíveis até o momento sugerem que o atentado pode equivaler a um crime internacional ou uma grave violação dos direitos humanos.

“O campo de Yida, perto da fronteira do Sudão, é a casa de milhares de civis, incluindo mulheres e crianças”, disse Navi. “Enquanto o número de vítimas ainda não está claro, já se sabe que cinco ou seis bombas foram lançadas sobre o campo de refugiados e que pelo menos uma caiu perto de uma escola.”

Pillay expressou preocupação com a luta e os ataques indiscriminados que continuam a ocorrer na fronteira do Sudão do Sul, na província de Kordofan, e que se espalharam pelos países vizinhos. “Esse último ataque agravou o que já era uma situação extremamente tensa e perigosa”, disse a Alta Comissária. O ACNUDH pediu às partes envolvidas no conflito  que cessem imediatamente todos os ataques civis.

Sudão nega participação no ataque

O Representante Permanente do Sudão junto às Nações Unidas, Daffa-Alla Elhag Ali Osman, disse que o governo do Sudão não ordenou o lançamento das bombas. Ele ainda defendeu a soberania e integridade territorial do Sudão do Sul, além de ter dado o apoio ao direito de luta contra os rebeldes responsáveis pelo ato.