Navi Pillay condena violência contra manifestantes pró-democracia no Egito

Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos destaca a obrigação das autoridades de assegurar ambiente seguro e pacífico para as eleições da próxima semana.

A Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, condenou na quarta-feira (23/11) o papel dos militares e das forças de segurança do Egito na tentativa de reprimir os recentes protestos pelo retorno à ordem civil, particularmente pelo relato de morte de cerca de 30 manifestantes, e solicitou prova independente dos abusos.

Pillay pediu também o fim do uso da força “claramente excessivo”, incluindo gás lacrimogênio, balas de borracha e munição letal. “Algumas imagens que chegam da Praça Tahrir, incluindo o espancamento brutal de manifestantes já subjugados, são profundamente chocantes, assim como os relatos de manifestantes desarmados sendo atingidos com tiros na cabeça”, declarou.

“Deveria haver uma investigação imediata, imparcial e independente. A prestação de contas dos responsáveis pelos abusos deveria ser assegurada.”

A Alta Comissária para os Direitos Humanos destacou que “em vez de melhorarem a segurança e ajudaram a difícil transição do Egito para a democracia, as ações dos militares e das forças de segurança serviram mais uma vez para inflamar a situação, resultando num grande número de pessoas tomando as ruas para exigir seus direitos.”

De acordo com Pillay, as autoridades têm a obrigação de assegurar ambiente seguro e pacífico para as eleições da próxima semana.