Navi Pillay cobra do Governo chinês investigações sobre bem-estar de ativista de direitos humanos

Chen Guangcheng havia sido liberado em setembro de 2010 após quatro anos de prisão. Mas, de acordo com ACNUDH, ele e sua família continuaram a sofrer sanções.

 A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay (ONU / Violaine Martin)A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, expressou na  sexta-feira (27/04) sua preocupação sobre o bem-estar do ativista chinês Chen Guangcheng e a segurança de sua família, após Chen fugir da prisão domiciliar.

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) destacou que embora o ativista tenha sido liberado em setembro de 2010, ao final de uma pena de quatro anos de prisão, após ter sido condenado por atividades resultantes do seu trabalho no campo dos direitos humanos, Chen e sua família continuaram a sofrer detenções ilegais, maus-tratos e outras sanções.

“Estou preocupada com os relatos de que outros membros da família, incluindo seu irmão Chen Guangfu e seu sobrinho Chen Kegui, também teriam sido detidos”, ressaltou Pillay. Segundo relatos da mídia, Chen fugiu no dia 22 de abril de sua prisão domiciliar na cidade de Dongshigu, na província de Shandong.

Pillay pediu que as autoridades chinesas investiguem a forma como a família e Chen foram tratados, para garantir a sua integridade física e obter a reparação das eventuais irregularidades cometidas por autoridades locais.