Não há justificativa para ataques contra civis, diz enviado da ONU na fronteira Gaza-Israel

O coordenador especial da ONU para o processo de paz no Oriente Médio, Nickolay Mladenov, expressou crescente preocupação com o aumento do lançamento de foguetes na fronteira entre Israel e Faixa de Gaza após o assassinato de um líder da Jihad Islâmica Palestina por Israel, na última terça-feira (12).

“Estou muito preocupado com a intensificação séria e contínua dos embates entre a Jihad Islâmica Palestina e Israel”, disse Mladenov em comunicado oficial divulgado na quarta-feira (13).

Bairro no centro da cidade de Gaza, com fumaça subindo após ataques aéreos israelenses em maio deste ano. Foto: Divulgação | Mohamed Mahmoud Awad.

Bairro no centro da cidade de Gaza, com fumaça subindo após ataques aéreos israelenses em maio deste ano. Foto: Divulgação | Mohamed Mahmoud Awad.

O coordenador especial da ONU para o processo de paz no Oriente Médio, Nickolay Mladenov, expressou crescente preocupação com o aumento do lançamento de foguetes na fronteira entre Israel e Faixa de Gaza após o assassinato de um líder da Jihad Islâmica Palestina por Israel, na última terça-feira (12).

“Estou muito preocupado com a intensificação séria e contínua dos embates entre a Jihad Islâmica Palestina e Israel”, disse Mladenov em comunicado oficial divulgado na quarta-feira (13). Segundo relatos locais, o ataque não apenas matou o líder militante, mas também sua esposa e outros.

O Ministério da Saúde da região de Gaza, controlado pelo grupo Hamas, informou na quarta-feira (13) que ataques aéreos retaliatórios de Israel mataram 13 palestinos, incluindo três crianças. O ataque elevou o número de mortos para 23.

“O lançamento indiscriminado de foguetes e morteiros contra centros populacionais é absolutamente inaceitável e deve parar imediatamente”, destacou o coordenador especial da ONU.

“Não há justificativa para ataques contra civis”, completou.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) informaram que mais de 100 foguetes foram lançados contra Israel durante os dois dias de combate, elevando o total para cerca de 300, e as notícias dizem que cerca de 50 pessoas foram tratadas com ferimentos.

A Jihad Islâmica Palestina, por sua vez, confirmou que os mortos em Gaza incluíam membros de sua ala militar.