‘Não há absolutamente nenhuma justificativa para a destruição do patrimônio cultural da humanidade’, diz UNESCO

A diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, condenou a destruição do sítio arqueológico de Nimrud, no norte do Iraque: “A destruição deliberada do patrimônio cultural constitui um crime de guerra “, lembrou.

O Palácio de Ashurnasirpal, em Nimrud, no Iraque. Foto: UNESCO

O Palácio de Ashurnasirpal, em Nimrud, no Iraque. Foto: UNESCO

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) condenou, nesta sexta-feira (6) a destruição do sítio arqueológico de Nimrud no Iraque.

“Nada está a salvo da limpeza cultural em curso no país: atinge vidas humanas, as minorias, e é marcada pela destruição sistemática da antiga herança da humanidade”, disse a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova. “Não podemos permanecer em silêncio. A destruição deliberada do patrimônio cultural constitui um crime de guerra “, lembrou.

Bokova também disse aos líderes políticos e religiosos da região que “não há absolutamente nenhuma justificativa política ou religiosa para a destruição do patrimônio cultural da humanidade” e pediu a todos, especialmente aos jovens, no Iraque e na região, que façam todo o possível para proteger esse patrimônio, para reivindicá-lo como seu, como a herança de toda a humanidade.

“Devemos responder a esse caos criminoso que destrói a cultura com mais cultura”, disse Bokova. “Toda a comunidade internacional deve juntar seus esforços em solidariedade com o governo e o povo do Iraque para pôr fim a esta catástrofe.”