“Não desistimos. E não vamos desistir”, diz OMS três meses após declaração de pandemia

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, pediu união nacional e solidariedade global em coletiva onde descreveu a evolução da resposta à COVID-19, três meses após a declaração de pandemia.

OMS afirma que o coronavírus pode gerar danos maiores do que um ataque terrorista e informa que está trabalhando em parceria com empresas de tecnologia para travar a expansão da doença e o fluxo de informações falsas. Até ontem, 29 de abril, a OMS confirmou 2.995.758 casos e 204.987 mortes ocorridas devido ao novo coronavírus no mundo.

Diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) Tedros Ghebreyesus. Foto: Elma Okic/ONU

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, pediu união nacional e solidariedade global em coletiva onde descreveu a evolução da resposta à COVID-19, três meses após a declaração de pandemia.

Foi durante uma reunião do Comitê de Emergência, em 30 de janeiro, que a OMS declarou que a doença era uma emergência de saúde pública global. Hoje, 30 de abril, a OMS se reúne para analisar a situação.

Durante a coletiva, Tedros detalhou a ação da OMS durante o trimestre de resposta à pandemia – como o envio de milhões de kits de testes e toneladas de equipamentos de proteção, com maior atenção aos países que mais precisam de apoio.

Mais de 2,3 milhões de profissionais de saúde foram capacitados e essas ações deverão continuar. Tedros destacou ainda a parceria com empresas de tecnologia para combater a infodemia, como tem sido chamado o fluxo informações falsas. “Não desistimos. E não vamos desistir”, comentou o diretor-geral da OMS.

Quando foi declarada a pandemia, havia 82 infetados e nenhuma morte fora da China, onde apareceram as primeiras notificações em janeiro. Até ontem, 29 de abril, a OMS confirmou 2.995.758 casos e 204.987 mortes ocorridas devido ao novo coronavírus no mundo.

O diretor-geral da OMS reforça que “hoje, mais do que nunca, a humanidade deve se unir para derrotar esse vírus”. Tedros reafirmou que o vírus pode causar estragos maiores do que qualquer ataque terrorista.

Entre esses danos estão transtornos políticos, econômicos e sociais. O diretor-geral destacou que a escolha dos países deve ser união em nível nacional e a solidariedade global, mantendo essa unidade.

O representante expressou solidariedade diante da tristeza e da dor de tantas pessoas em todo o mundo. Ele disse que a expectativa é superar a pandemia da COVID-19 de forma conjunta.

Neste momento, a OMS fornece estratégias, soluções e suprimentos vitais que os países precisarão nas próximas semanas e meses.

Tedros concluiu destacando a importância do “compromisso de servir a todos com ciência, solidariedade e soluções; mas acima de tudo com humildade e respeito a todas as pessoas e nações”.