Nadadora síria Yusra Mardini é primeira atleta refugiada a competir pelos Jogos Rio 2016

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Um dia após ter sido apresentada ao público que lotou o estádio do Maracanã, palco da abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, a nadadora síria Yusra Mardini já estava nas águas para competir.

A nadadora síria Yusra Mardini chega à frente de suas competidoras na prova de 100 metros borboleta, prova disputada a cada braçada. Foto: ACNUR/ Miguel Pachioni

A nadadora síria Yusra Mardini chega à frente de suas competidoras na prova de 100 metros borboleta, prova disputada a cada braçada. Foto: ACNUR/ Miguel Pachioni

Um dia após ter sido apresentada ao público que lotou o estádio do Maracanã, palco da abertura dos Jogos Olímpicos Rio2016, a nadadora síria Yusra Mardini já estava nas águas para competir. Sob calorosos aplausos da torcida de diferentes países, Yusra teve a seu favor o incentivo do Alto Comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, e também de parte dos atletas refugiados: estiveram presentes os corredores do Sudão do Sul e seu conterrâneo e também nadador Rami Anis. Todos a apoiaram do início ao fim da prova, com uma chegada entusiasmante.

Yusra nadou 100 metros borboleta e venceu sua bateria, com o tempo de 1:08:51. Toda a imprensa que esteve no parque aquático também destinou grande atenção à nadadora. Entretanto, o tempo alcançado não foi o suficiente para a qualificar para a semifinal. Ainda, assim, Yusra se mostrou satisfeita pelo resultado alcançado.

“É um sentimento incrível estar ao lado de tantos bons nadadores. É uma grande satisfação poder competir com eles. Eu estou voltando a competir agora, depois de dois anos, e estou recuperando os índices que eu já tinha”, disse a nadadora.

Placar eletrônico do arena aquática confirma a nadadora refugiada Yusra Mardini vencendo a prova na virada dos 50 metros. Foto: ACNUR/ Miguel Pachioni

Placar eletrônico do arena aquática confirma a nadadora refugiada Yusra Mardini vencendo a prova na virada dos 50 metros. Foto: ACNUR/ Miguel Pachioni

Yusra voltará à piscina na próxima quarta-feira, dia 10, às 13h00. Desta vez, para competir pelos 100 metros livres, uma prova extremamente competitiva. Yusra, dedicada a obter seu máximo desempenho possível na prova, deixou o estádio do Maracanã logo após a entrada da delegação dos 10 atletas refugiados que integram a primeira Equipe Olímpica de Atletas Refugiados em uma competição olímpica.

“A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos foi mesmo incrível e muito apreciável, mas eu não pude ficar muito devido a competição que tive no dia seguinte”.

Yusra agora mantém sua rotina de treinamentos para a próxima modalidade a ser realizada em quatro dias. O próximo atleta refugiado a competir nas Olimpíadas Rio2016 será o também nadador sírio Rami Anis. Ele competirá dia 09 de agosto, terça-feira, às 13h30 no parque aquático olímpico, na Barra da Tijuca.

Esta e outras informações sobre a participação da Equipe Olímpica de Atletas Refugiados estão disponíveis no site www.acnur.org.br e pelo canal internacional www.unhcr.org/578e2b9c4, onde é possível baixar fotos, vídeos e outros conteúdos informativos.


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