Nações Unidas pedem proteção de comunidade LGBTI em El Salvador

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O escritório das Nações Unidas para os direitos humanos pediu que o governo de El Salvador tome medidas urgentes para proteger uma proeminente defensora dos direitos das pessoas trans, Karla Avelar, e outros ativistas da comunidade LGBTI.

Desde o início deste ano, ao menos sete pessoas trans foram assassinadas em El Salvador.

A porta-voz do ACNUDH, Ravina Shamdasani. Foto: ONU

A porta-voz do ACNUDH, Ravina Shamdasani. Foto: ONU

O escritório das Nações Unidas para os direitos humanos pediu na sexta-feira (12) que o governo de El Salvador tome medidas urgentes para proteger uma proeminente defensora dos direitos das pessoas trans, Karla Avelar, e outros ativistas da comunidade LGBTI no país.

A vulnerabilidade da comunidade LGBTI em El Salvador é alvo de profunda preocupação, disse Ravina Shamdasani, porta-voz do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) a jornalistas em Genebra. Ela afirmou que desde o início deste ano, ao menos sete pessoas trans foram assassinadas em El Salvador.

Avelar, que foi baleada e seriamente ferida diversas vezes, foi recentemente ameaçada e forçada a fugir de casa pela sexta vez em dois anos.

“Pedimos que o governo de El Salvador tome medidas urgentes para garantir a proteção de Avelar e de outros ativistas LGBTI e indivíduos que estão sob ameaça”, disse a porta-voz do ACNUDH. Ela pediu a criação de um mecanismo efetivo de proteção de ativistas LGBTI e de defensores dos direitos humanos que atuam com questões de direitos sexuais e reprodutivos.

Mais da metade de mulheres trans pesquisadas em levantamento de 2016 em El Salvador afirmou receber ameaças de morte, de acordo com o escritório do ACNUDH no país.

Segundo o escritório da ONU, as altas taxas de violência estão ligadas à falta de investigações rápidas e efetivas de crimes relacionados a essa população.

Shamdasani disse que as Nações Unidas, que acompanham de perto a situação do país a partir de seu escritório regional, pedem que o governo realize “investigações rápidas, completas e efetivas dos crimes de ódio contra a comunidade LGBTI”.


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