Nações Unidas mantêm oferta para mediar crise na Venezuela

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse na segunda-feira (4) acompanhar com preocupação a situação na Venezuela, e estar em contato com protagonistas das diferentes iniciativas de mediação da crise no país. No entanto, decidiu não participar de nenhuma dessas ações para dar credibilidade à oferta da ONU de mediar e buscar uma solução política.

“A ONU decidiu não participar de nenhuma das iniciativas internacionais para mediar a crise da Venezuela”, afirmou Guterres em entrevista à imprensa na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, durante coletiva de imprensa na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. Foto: ONU/Mark Garten

O secretário-geral da ONU, António Guterres, durante coletiva de imprensa na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. Foto: ONU/Mark Garten

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse na segunda-feira (4) acompanhar com preocupação a situação na Venezuela, e estar em contato com protagonistas das diferentes iniciativas de mediação da crise no país. No entanto, decidiu não participar de nenhuma dessas ações para dar credibilidade à oferta da ONU de mediar e buscar uma solução política.

“A ONU decidiu não participar de nenhuma das iniciativas internacionais para mediar a crise da Venezuela”, afirmou Guterres em entrevista à imprensa na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

“A oferta de bons ofícios é bem clara, como em qualquer outro conflito, as duas partes têm que pedir e aceitar seus bons ofícios, essa oferta se mantém. Não há nenhuma viagem planejada que monopolize manchetes. O secretário-geral continuará seu contato com os líderes nacionais”, explicou mais tarde seu porta-voz, Stéphane Dujarric, em entrevista à imprensa.

Na semana passada, os governos de Uruguai e México apresentaram a Guterres uma iniciativa de diálogo que inclui conferência internacional em 7 de fevereiro, em Montevidéu, onde se reunião países e organizações partidários da negociação, entre eles, Bolívia, Costa Rica, Equador e oito membros da União Europeia. O líder da Assembleia Nacional venezuelana, Juan Guaidó, e a oposição venezuelana rejeitaram esta proposta.

A maior parte dos países latino-americanos, assim como os Estados Unidos e a União Europeia, decidiu reconhecer publicamente Juan Guaidó como presidente do país.

Mesmo assim, segundo informações do governo da Venezuela, o presidente Nicolás Maduro pediu, em carta, que o papa Francisco se transforme em mediador do processo de diálogo para resolver a crise política que se alastra no país.

Manifestações continuam

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) afirmou na segunda-feira que não recebeu informação de detidos, feridos ou mortos em manifestações no fim de semana na Venezuela.

A alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, afirmou que as manifestações, tanto as que foram convocadas pela oposição quanto as convocadas pelo governo, foram pacíficas.

“A crise da Venezuela adquiriu dimensões regionais e até mesmo globais. A saída de 3,3 milhões de pessoas não tem precedente. Vemos bem o compromisso adotado pelos governos da região na Declaração de Quito e pedimos aos países que acolhem venezuelanos que sigam permitido o acesso e combatam a xenofobia contra migrantes e solicitantes a refúgio”, afirmou Bachelet.

A Declaração de Quito insta países da região a continuar acolhendo migrantes venezuelanos e exorta o governo da Venezuela a tomar de maneira “urgente e prioritária” as medidas necessárias para a provisão oportuna de documentos de identidade e de viagem para seus cidadãos.

O Equador irá realizar a terceira cúpula de Quito em resposta ao êxodo venezuelano em 8 e 9 de abril, dando seguimento aos compromissos assumidos na Declaração, assinada por onze países: Argentina, Brasil, Equador, Costa Rica, Colômbia, Chile, México, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai.


Comente

comentários