Nações Unidas manifestam indignação com execuções em prisão no Iraque

Expressando profunda indignação com a execução em massa de 38 homens numa prisão na cidade de Nassiriya, no Iraque, o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) solicitou na sexta-feira (15) ao país a realização de uma revisão urgente e abrangente de seu sistema de justiça criminal.

A porta-voz do ACNUDH alertou sobre o perigo de “falhas irreversíveis” da Justiça iraquiana que podem levar a violações do direito à vida. Foto: Andrew Bardwell

A porta-voz do ACNUDH alertou sobre o perigo de “falhas irreversíveis” da Justiça iraquiana que podem levar a violações do direito à vida. Foto: Andrew Bardwell

Expressando profunda indignação com a execução em massa de 38 homens numa prisão na cidade de Nassiriya, no Iraque, o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) solicitou na sexta-feira (15) ao país a realização de uma revisão urgente e abrangente de seu sistema de justiça criminal.

“A execução em massa (…) levanta, mais uma vez, graves preocupações sobre o uso da pena de morte no país”, disse a porta-voz do ACNUDH, Liz Thorssell, num coletiva de imprensa em Genebra.

“Tendo em vista as falhas do sistema judiciário iraquiano, parece extremamente duvidoso que tenham sido dadas as garantias suficientes para realizar processos rigorosos e julgamentos justos nos casos destas 38 pessoas”, disse Thorssell.

Além disso, a porta-voz alertou sobre o perigo de “falhas irreversíveis” da justiça que podem levar a violações do direito à vida.

Os prisioneiros tinham sido condenados por crimes relacionados a terrorismo. No dia 14 de dezembro, foram executados.

O braço de direitos humanos da ONU tem expressado preocupação de maneira contínua do uso da pena de morte no país. Dados de 2017 mostram que, até dezembro, foram realizadas 106 execuções no país, incluindo um enforcamento em massa de 42 prisioneiros num mesmo dia, no mês de setembro.

“Solicitamos às autoridades iraquianas, de maneira urgente e mais uma vez, que parem com todas as execuções, estabeleçam uma suspensão imediata sobre o uso da pena de morte e realizem uma revisão urgente e abrangente do seus sistema de justiça criminal”, finalizou Thorssell.