Nações Unidas e seus parceiros saúdam o afrouxamento do bloqueio de Israel a Gaza

ONU e parceiros saudaram a decisão de Israel de permitir a entrada de produtos civis na Faixa de Gaza, declarando que implementação da nova política vai ajudar a conhecer as necessidades dos habitantes da região e satisfazer as preocupações de segurança israelenses.

Na busca por paz no Oriente Médio, as Nações Unidas e seus parceiros saudaram a decisão de Israel que permitiu a entrada de produtos civis na Faixa de Gaza, dizendo que a implementação da nova política vai ajudar a conhecer as necessidades dos habitantes da região e satisfazer as preocupações de segurança do país.

“A implementação total e efetiva irá compor um papel significante na estratégia de conhecer as necessidades da população de Gaza por bens humanitários e comerciais, pela reconstrução da infraestrutura civil e pela legitimação da atividade econômica, assim como as preocupações de segurança de Israel”, declarou o Quarteto – grupo formado pela ONU, a União Europeia, a Rússia e os EUA. O grupo afirmou que continuará suas discussões com Israel, a Autoridade Nacional Palestina (ANP) e outras partes envolvidas para garantir que novos acordos sejam implantados o mais breve possível.

Apesar de saber que Israel tem preocupações legítimas de segurança que devem continuar a ser respeitadas, o Quarteto disse que o esforço para manter a segurança nacional por meio da proibição da movimentação e do acesso de pessoas e mercadorias palestinas ao país é crítico. Por isso, firmou o compromisso junto ao Estado israelense e à comunidade internacional de prevenir o tráfico ilegal de armas e munição em Gaza. Encorajou ainda todos os que desejam enviar mercadorias a fazê-lo pelos canais estabelecidos, de modo que esses produtos possam ser inspecionados e transferidos por terra até a Faixa de Gaza.

O grupo aproveitou para lamentar a continuação da detenção do soldado israelense Gilad Shalit e pediu sua libertação frente à aproximação do quarto aniversário de sua captura, em 25 de junho. Condenou a organização palestina Hamas pelo que chamou de “violação das obrigações internacionais” ao não permitir o acesso do Comitê Internacional da Cruz Vermelha a Shalit, e exigiu que a organização o faça imediatamente.

Os membros da iniciativa também reiteraram seu apoio a conversas de aproximimação para a retomada, sem pré-condições, de negociações diretamente bilaterais que resolvam todas as questões do estatuto final, como anteriormente acordado pelas partes. “O Quarteto considera que estas negociações devem conduzir a uma solução negociada entre as partes no prazo de 24 meses, quando termina a ocupação que começou em 1967 e resulta na emergência de um Estado palestino independente, democrático e viável na Cisjordânia e Gaza, vivendo lado a lado em paz e segurança com Israel e seus outros vizinhos”, acrescentou a declaração.


Comente

comentários