ONU condena violência contra pacifistas no México

ACNUDH pede às autoridades implementação de mecanismos que protejam ativistas no país. ONU Mulheres destaca necessidade de reforçar direito à justiça e à reparação.

Duas agências das Nações Unidas condenaram de forma veemente o recente assassinato de um pacifista mexicano e a tentativa de assassinato da chefe de uma organização de direitos das mulheres. A ONU pede ao governo para investigar e processar os responsáveis.

Nepomuceno Moreno Núñez, membro do Movimento Paz com Justiça e Dignidade, foi assassinado em 28 de novembro no estado de Sonora. Ele se juntou ao movimento após o desaparecimento de seu filho, em julho do ano passado, exigindo investigação e punição aos agressores.

Norma Andrade, a copresidente da ONG “Nuestras Hijas de Regreso a Casa” (Nossas Filhas de Volta ao Lar), na cidade de Juárez, foi gravemente ferida por um tiro no dia 2 de dezembro. A filha de Norma foi assassinada em 2001. Desde então, ela vem defendendo os direitos das mulheres, exigindo justiça para as centenas de vítimas assassinadas em Chihuahua.

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) no México pede às autoridades para implementar mecanismos que protejam defensores dos direitos humanos no país.

A Representante da Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres), Ana Güezmes, ressalta a necessidade de “reforçar o direito à justiça, e garantir a reparação dos danos sofridos pelas vítimas e suas famílias, bem como a implantação de ações mais eficientes para prevenir, sancionar e erradicar a impunidade e violência, especialmente contra as mulheres.”