Nações Unidas condenam ataques terroristas a igrejas coptas no Egito

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e o Conselho de Segurança da ONU condenaram as explosões de bombas em duas igrejas Copta nas cidades de Tanta e Alexandria, no Egito, que mataram pelo menos 41 pessoas e feriram mais de 100.

Secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU / Mark Garten

Secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU / Mark Garten

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e o Conselho de Segurança da ONU condenaram as explosões de bombas em duas igrejas Copta nas cidades de Tanta e Alexandria, no Egito, que mataram pelo menos 41 pessoas e feriram mais de 100.

Através de seu porta-voz, Guterres disse esperar que “os autores deste terrível ato terrorista sejam rapidamente identificados e punidos”. Em nota, o Conselho chamou os ataques de “hediondos e covardes” e reafirmou que o terrorismo é uma das mais sérias ameaças à paz e segurança internacional.

O Alto Representante da Aliança das Civilizações das Nações Unidas (UNAOC), Nassir Abdulaziz Al-Nasser, também condenou o ataque, ocorrido durante as celebrações de Domingo de Ramos quando as duas igrejas estavam lotadas de fiéis. Para ele, o ato teve “o objetivo de arruinar a unidade e diversidade que caracterizam a sociedade egípcia”.

Lançado em 2005 por iniciativa da Espanha e da Turquia, e com o apoio da ONU, a Aliança mantém uma rede global de parceiros, incluindo estados-membros, organizações internacionais e regionais, grupos da sociedade civil, fundações e o setor privado para promover relações interculturais entre diversas nações e comunidades.

Guterres, o Conselho de Segurança e o UNAOC expressaram condolências às famílias das vítimas e ao governo do Egito e desejaram rápida recuperação aos feridos. Os 15 membros do Conselho também reforçaram a necessidade de levar à justiça todos os responsáveis pelos ataques e pediram que os estados-membros cooperem com o governo egípcio e todas as autoridades envolvidas no caso.