Nações Unidas apoiam retomada do saneamento em ilhas do Caribe afetadas por furacões

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A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) está apoiando as ilhas afetadas pelos furacões Irma e Maria com o envio de especialistas e insumos, particularmente para as ilhas de Anguilla, Antígua e Barbuda, Ilhas Virgens Britânicas, Dominica e Ilhas Turcas e Caicos, segundo o Departamento de Emergências em Saúde da agência das Nações Unidas.

Em coordenação com seus parceiros, a OPAS tem agora centros de logística operando em Barbados, Panamá e Antígua e Barbuda, com o objetivo de entregar insumos médicos de emergência e equipamentos, geradores, recipientes d’água, tabletes de cloro e outros insumos para reparar os danificados sistemas de fornecimento de água e de gestão de dejetos.

Destruição provocada por furacão Maria na ilha de Dominica. Foto: IRIN/Ben Parker

Destruição provocada por furacão Maria na ilha de Dominica. Foto: IRIN/Ben Parker

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) está apoiando as ilhas afetadas pelos furacões Irma e Maria com o envio de especialistas e insumos, particularmente para as ilhas de Anguilla, Antígua e Barbuda, Ilhas Virgens Britânicas, Dominica e Ilhas Turcas e Caicos, segundo o Departamento de Emergências em Saúde da agência das Nações Unidas.

Em coordenação com seus parceiros, a OPAS tem agora centros de logística operando em Barbados, Panamá e Antígua e Barbuda, com o objetivo de entregar insumos médicos de emergência e equipamentos, geradores, recipientes d’água, tabletes de cloro e outros insumos para reparar os danificados sistemas de fornecimento de água.

Além disso, a OPAS está coordenando projetos de emergência para fornecer insumos médicos, restabelecer os serviços de saúde e comprar medicamentos essenciais e equipamento médico, em conjunto com outras agências das Nações Unidas, organizações não governamentais internacionais, militares e a Agência de Gerenciamento de Emergências e Desastres do Caribe (CDEMA, na sigla em inglês).

A diretora da OPAS, Carissa F. Etienne, viajou na quarta-feira (4) à Dominica para verificar a situação de saúde na ilha depois da devastadora passagem do furacão Maria. Ela elogiou os trabalhadores de saúde por realizarem seu serviço mesmo tendo sido afetados pelas perdas.

A responsabilidade da OPAS é “preparar os países para fazer frente a emergências, mas, imediatamente depois de um desastre, é necessário ajudar com a resposta, a recuperação e a reabilitação”, disse Etienne em reunião informativa com o primeiro-ministro Roosevelt Skerrit.

O último relatório de situação da OPAS mostra que de um total de 49 estabelecimentos de saúde, 30 estão operando com diferentes graus de danos e 17 instalações clínicas não estão operando, enquanto 2.905 pessoas ainda estão em abrigos. Também é necessário apoio para armazenamento de combustível e água para as instalações de saúde.

Medicamentos e suprimentos médicos chegaram à Dominica, afirmou Etienne, mas todas as vacinas foram perdidas quando os cortes de eletricidade interromperam o resfriamento necessário para mantê-las seguras. A OPAS está trabalhando agora para obter financiamento para a aquisição de novas vacinas para a Dominica durante um ano, e para consertar o resfriamento.

A diretora da OPAS, escritório regional para as Américas da Organização Mundial da Saúde (OMS), destacou a necessidade de se assegurar que “as pessoas que sobreviveram ao furacão permaneçam saudáveis” e chamou a população a ferver a água ou beber água engarrafada.

“Trouxemos cerca de 60 mil tabletes de purificação de água. Cada uma pode purificar 5 litros de água. Estamos também pedindo às pessoas que se dirijam às instalações de saúde para obter esses tabletes” e evitar o consumo de água que possa não ser segura.

“Precisamos reduzir os criadouros de mosquitos, especialmente de Aedes aegypti, que se reproduz em nossas próprias casas. Com esta quantidade de escombros, vai ser difícil fazer isso, mas cada chefe de família tem que ser responsável pela limpeza dentro e perto de sua casa”, disse Etienne. O controle de mosquitos está em andamento ou previsto para evitar doenças como dengue, zika e chikungunya, e o controle de roedores é importante para evitar a leptospirose e outras doenças, afirmou.

As autoridades sanitárias estão intensificando a vigilância de doenças como a gastroenterite, as doenças diarreicas e as infecções respiratórias, e as pessoas estão sendo advertidas a evitar comer alimentos estragados ou beber água que não tenha sido tratada.

Os desafios em água e saneamento incluem expandir a distribuição de água a todos os refúgios e ao restante do país, para evitar o risco de transbordamento de águas residuais com a retomada das tubulações em Ruseau, e para recuperar o sistema de gestão de dejetos, segundo o relatório de situação da OPAS.


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