Na Somália, seca piora ‘mais rapidamente do que o projetado’, alerta ONU

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

A crise humanitária na Somália está piorando, disse nessa semana (17) um funcionário das Nações Unidas ao Conselho de Segurança, solicitando mais de 900 milhões de dólares para compensar o impacto de uma grave seca em um país que já luta contra a insegurança e a pobreza.

A crise humanitária na Somália está piorando, disse nessa semana (17) um funcionário das Nações Unidas ao Conselho de Segurança, solicitando mais de 900 milhões de dólares para compensar o impacto de uma grave seca em um país que já luta contra a insegurança e a pobreza.

“A crise humanitária se deteriorou mais rapidamente do que foi projetado originalmente”, disse ao Conselho em Nova York o vice-representante especial do secretário-geral para a Somália, Raisedon Zenenga.

Ele disse que as pessoas estão morrendo e precisam de proteção, particularmente mulheres e crianças, com as condições de seca os forçando a migrar de áreas rurais para a cidade, e com a violência sexual aumentando em campos de deslocamento.

“A ampliação da resposta por parte das agências humanitárias evitou uma fome no país até agora, mas a crise provavelmente não diminuirá em breve. As necessidades de assistência humanitária estão aumentando mais rapidamente do que o ritmo da resposta”, afirmou Zenenga, que também é vice-chefe da Missão de Assistência da ONU na Somália, a UNSOM.

Pelo menos 669 milhões de dólares foram recebidos ou prometidos para o esforço humanitário, deixando uma diferença de 831 milhões de dólares no Plano de Resposta Humanitária revisado, de 2017.

Mais de 6 milhões de pessoas são afetadas pela atual, das quais apenas cerca de 3 milhões foram alcançadas com alimentos.

Em longo prazo, os problemas estruturais do país devem ser enfrentados e a resiliência deve ser construída, de modo que o país possa resistir a condições climáticas extremas, disse o funcionário da ONU.

(Na imagem de capa do vídeo: mães e crianças esperam para ser examinadas em termos de desnutrição, em um programa terapêutico ambulatorial apoiado pelo UNICEF em Baidoa, na Somália. Crédito da foto: UNICEF/Mackenzie Knowles-Coursin)


Comente

comentários