Na República Centro-Africana, ONU pede apoio a acordo de paz entre governo e 14 grupos armados

Após dez dias de negociações, o governo da República Centro-Africana e 14 grupos armados aprovaram no sábado (2) um acordo de paz para pôr fim às hostilidades dentro do país. Conflitos são uma das principais causas da crise humanitária na nação africana, onde 2,9 milhões de pessoas — mais da metade são crianças — devem precisar de assistência e proteção em 2019, segundo estimativas da ONU. Contingente representa 63% de toda a população.

Capacetes-azuis da MINUSCA distribuem brinquedos em escola. Foto: MINUSCA/ Hervé Serefio

Capacetes-azuis da MINUSCA distribuem brinquedos em escola. Foto: MINUSCA/ Hervé Serefio

Após dez dias de negociações, o governo da República Centro-Africana e 14 grupos armados aprovaram no sábado (2) um acordo de paz para pôr fim às hostilidades dentro do país. Conflitos são uma das principais causas da crise humanitária na nação africana, onde 2,9 milhões de pessoas — mais da metade são crianças — devem precisar de assistência e proteção em 2019, segundo estimativas da ONU. Contingente representa 63% de toda a população.

Em um tweet, o chefe de Operações de Paz da ONU, Jean-Pierre Lacroix, pediu que todos se mobilizem para apoiar a implementação do novo acordo de paz. O pacto foi elaborado por meio da Iniciativa Africana para a Paz e a Reconciliação na República Centro-Africana, liderada pela União Africana, com o auxílio da ONU.

A Missão de Paz das Nações Unidas no país, a MINUSCA, lembrou a cooperação exemplar das partes do conflito durante os diálogos para a elaboração do acordo. As negociações aconteceram em Cartum, capital do Sudão. Na avaliação da missão, o consenso entre autoridades e entidades armadas marcou “um grande dia” para a República Centro-Africana e o seu povo.

O chefe da delegação do governo centro-africano, Firmin Ngrebad, afirmou também no sábado que estava determinado em trabalhar com o chefe de Estado e as autoridades para responder às preocupações “dos irmãos que pegaram em armas”.

O dirigente ressaltou que o apoio dos cidadãos ao acordo permitirá “ao povo da República Centro-Africana embarcar num caminho de reconciliação, harmonia e desenvolvimento”.

A MINUSCA começou a operar em 2014, em resposta à crise humanitária, política, de segurança e de direitos humanos no país. A proteção dos civis é a prioridade da missão. O organismo tem autorização do Conselho de Segurança da ONU para usar a força em casos de agressão.