Na ONU, Temer defende pacto global para refugiados e migrantes

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O presidente brasileiro, Michel Temer, abriu nesta terça-feira (25) o debate geral da 73ª reunião da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, no qual destacou os desafios para a defesa da integridade da ordem internacional e a necessidade de um pacto global para migrantes e refugiados.

Para Temer, o diálogo e a solidariedade estão na origem do Pacto Global sobre Migração, já aprovado e cujo objetivo é gerenciar melhor a migração internacional, enfrentar seus desafios, fortalecer os direitos dos migrantes e contribuir para o desenvolvimento sustentável.

“Agora, cabe-nos concluir as negociações do Pacto Global sobre Refugiados. Na América do Sul, estamos em meio a uma onda migratória de grandes proporções. Estima-se que mais de 1 milhão de venezuelanos já deixaram seu país em busca de novas condições de vida.”

O presidente brasileiro, Michel Temer, abriu nesta terça-feira (25) o debate geral da 73ª reunião da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, no qual destacou os desafios para a defesa da integridade da ordem internacional e a necessidade de um pacto global para migrantes e refugiados.

Segundo o presidente brasileiro, persistem desafios como violações às normas internacionais que protegem os indivíduos em sua dignidade. “Na América Latina, o Brasil tem trabalhado pela preservação da democracia e dos direitos humanos. Seguiremos junto a tantos outros países ao lado de nossos povos irmãos, que tanto tem sofrido”, declarou.

Para Temer, o diálogo e a solidariedade estão na origem do Pacto Global sobre Migração, já aprovado e cujo objetivo é gerenciar melhor a migração internacional, enfrentar seus desafios, fortalecer os direitos dos migrantes e contribuir para o desenvolvimento sustentável.

“Contam-se mais de 250 milhões de migrantes em todo o mundo, trata-se de homens, mulheres e crianças que ameaçados por crises que se prolongam são levados a tomar a difícil e arriscada decisão de deixar seus países. É nosso dever protegê-los, e é esse o dever do Pacto Global sobre Migração”, disse Temer.

“Agora, cabe-nos concluir as negociações do Pacto Global sobre Refugiados. Na América do Sul, estamos em meio a uma onda migratória de grandes proporções. Estima-se que mais de 1 milhão de venezuelanos já deixaram seu país em busca de novas condições de vida.”

“O Brasil tem recebido todos os que chegam ao nosso território, são dezenas de milhares a quem procuramos dar toda a assistência com a colaboração do Alto Comissariado da ONU para Refugiados construímos abrigos para ampará-los da melhor maneira.”

O secretário-geral da ONU, António Guterres (à direita), se reúne com Michel Temer, presidente do Brasil, antes da abertura do debate geral da Assembleia Geral da ONU, em 25 de setembro de 2018. Foto: ONU/Rick Bajornas

O secretário-geral da ONU, António Guterres (à direita), se reúne com Michel Temer, presidente do Brasil, antes da abertura do debate geral da Assembleia Geral da ONU, em 25 de setembro de 2018. Foto: ONU/Rick Bajornas

Temer lembrou também a interiorização que tem sido feita para enviar venezuelanos que se candidatam voluntariamente a se dirigir a outras regiões do país. “Emitimos documentos que os habilitam a trabalhar no país, oferecemos escolas para as crianças, vacinação e serviços de saúde para todos. Mas sabemos que a solução para a crise virá quando nosso a Venezuela encontrar o caminho do desenvolvimento”, disse.

“No Brasil, temos orgulho de nossa tradição de acolhimento. Somos um forço forjado na diversidade. Há um pedaço do mundo em cada brasileiro.”

Temer também fez uma defesa da integridade da ordem internacional — ordem que, segundo ele, por mais imperfeita, tem servido às maiores causas da humanidade. “Os desafios à integridade da ordem internacional são muitos. Vivemos tempos toldados por forças isolacionistas. Reavivam-se velhas intolerâncias. As recaídas unilaterais são cada vez menos a exceção”.

“Mas esses desafios não devem, nem podem, nos intimidar. Isolacionismo, intolerância, unilateralismo. A cada uma dessas tendências, temos que responder com o que os nossos povos têm de melhor. Pois a primeira dessas tendências, o isolacionismo, o Brasil responde com mais abertura, com mais integração”, disse o presidente brasileiro.

“O Brasil sabe que nosso desenvolvimento comum depende de mais fluxos internacionais de comércio e investimentos. Depende de mais contato com novas ideias, com novas tecnologias. É na abertura ao outro e não na introspecção e no isolamento, que construiremos uma prosperidade efetivamente compartilhada.”

“Também ao desafio da intolerância, o Brasil tem respondido de forma decidida. Com diálogo e solidariedade. São o diálogo e a solidariedade que nos inspiram a honrar, a cada novo momento, a honrar a Declaração Universal dos Direitos Humanos.”

“Tornar realidade esse documento, que em breve completará sete décadas, é imperativo, que demanda atenção e ação permanentes. Em nome dos direitos humanos, muito já fizemos, governos, instituições, indivíduos da altura do brasileiro Sergio Vieira de Mello, cuja memória faço questão de homenagear nesses 15 anos de sua trágica morte”, disse Temer.

Encontro com secretário-geral da ONU

O presidente brasileiro também reuniu-se com o secretário-geral da ONU, António Guterres, que endossou o importante papel do Brasil no apoio ao multilateralismo e a cooperação do país com a ONU em questões globais e regionais.

Segundo comunicado emitido pelo porta-voz de Guterres, o secretário-geral das Nações Unidas manifestou apreço pela longeva contribuição brasileira com as forças de paz da ONU e com os esforços de construção de paz na Guiné-Bissau.


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