Na ONU, Damares defende investimento no esporte paralímpico

Em visita às Nações Unidas em Nova Iorque, a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos do Brasil, Damares Alves, defendeu na quinta-feira (13) investimentos no esporte paralímpico — que, segundo a chefe da pasta, pode ser não apenas um canal de inclusão na sociedade, mas também uma fonte de autonomia financeira para as pessoas com deficiência.

Damares Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos do Brasil na redação da ONU News, em Nova Iorque. Foto: ONU News

Damares Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos do Brasil na redação da ONU News, em Nova Iorque. Foto: ONU News

Em visita às Nações Unidas em Nova Iorque, a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos do Brasil, Damares Alves, defendeu na quinta-feira (13) investimentos no esporte paralímpico — que, segundo a chefe da pasta, pode ser não apenas um canal de inclusão na sociedade, mas também uma fonte de autonomia financeira para as pessoas com deficiência.

Damares esteve na sede da organização internacional para a 12ª Sessão da Conferência dos Estados-Partes da Convenção sobre Direitos das Pessoas com Deficiência. Em entrevista à ONU News, a ministra disse que o Brasil precisa investir em seus para-atletas, muitos deles campeões paralímpicos. De acordo com a dirigente, as autoridades já dispõem de recursos reservados para esses esportistas.

“O esporte para a categoria tem crescido muito, mas precisamos investir. Nós acreditamos que esse é um caminho, esse é um canal de inclusão. É um canal inclusive da pessoa com deficiência ter autonomia e independência financeiras por meio do esporte”, enfatizou a ministra.

Sobre o cenário global dos direitos das pessoas com deficiência, Damares disse que os países compartilham os desafios da acessibilidade, da inclusão, do respeito e da proteção desse público.

Acessibilidade

Damares também lembrou avanços em outras áreas no Brasil para as pessoas com deficiência. No Congresso Nacional, por exemplo, a ministra vê desdobramentos positivos para a regularização da Lei Brasileira da Inclusão, que deve ser concluída ainda em 2019.

“Esta semana sancionamos mais duas leis no Brasil. A primeira é (um texto que determina) que as pessoas com deficiência visual poderão, agora, ter cartões bancários, de crédito e débito, com braile. Isso é um grande avanço. Estamos muito ansiosos e à espera (de) que saiam os primeiros lotes para a gente comemorar com as pessoas com deficiência visual”, acrescentou Damares.

Violência doméstica

“A segunda lei, também importante, sancionada esta semana, é (a que garante) que, na ocorrência da violência doméstica contra a mulher, (será necessário) colocar no papel se ela é uma pessoa com deficiência. Até então, se colocava lá que era mulher, mas não dizia se ela tinha deficiência ou não”, afirmou a chefe da pasta federal.

“Isso vai nos dar números. Nós vamos saber agora qual é o universo real de mulheres com deficiência vítimas de violência doméstica.”


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