Na ONU, China diz que não será chantageada nem sucumbirá a pressões de comércio

O comércio internacional tem uma natureza de “ganha-ganha” e não deveria ser um jogo cuja soma é zero, disse o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, aos líderes mundiais na Assembleia Geral da ONU nesta sexta-feira (28), afirmando que o país “não será chantageado ou sucumbirá a pressões”.

“A China defende um acordo adequado baseado em regras e consenso através de diálogo e de consultas em pé de igualdade”, disse Wang ao debate geral anual da Assembleia, acrescentando que o país também está agindo para “manter o sistema de livre comércio e as regras e ordens internacionais” tendo como objetivo os interesses comuns de todos os países.

O chanceler chinês, Wang Yi, fala durante a 73ª sessão da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque. Foto: ONU/Kim Haughton

O chanceler chinês, Wang Yi, fala durante a 73ª sessão da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque. Foto: ONU/Kim Haughton

O comércio internacional tem uma natureza de “ganha-ganha” e não deveria ser um jogo cuja soma é zero, disse o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, aos líderes mundiais na Assembleia Geral da ONU nesta sexta-feira (28), afirmando que o país “não será chantageado ou sucumbirá a pressões”.

“A China defende um acordo adequado baseado em regras e consenso através de diálogo e de consultas em pé de igualdade”, disse Wang ao debate geral anual da Assembleia, acrescentando que o país também está agindo para “manter o sistema de livre comércio e as regras e ordens internacionais” tendo como objetivo os interesses comuns de todos os países.

Ele enfatizou a importância de se adaptar à globalização econômica e garantir que tais processos sejam abertos, inclusivos e equilibrados para oferecer benefícios a todos.

No dia de abertura do debate geral, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse à Assembleia que havia anunciado mais 200 bilhões de dólares em tarifas sobre produtos chineses. Ele disse que, apesar de ter o “maior respeito” pela China, deixou “claro que o desequilíbrio comercial não é aceitável”. “As distorções de mercado da China e a maneira como eles lidam com isso não podem ser toleradas”, declarou na ocasião.

Nesta sexta-feira (28), o ministro das Relações Exteriores reiterou a resposta “clara” da China para buscar o multilateralismo, acrescentando que “a China nunca vacilou em sua convicção ao multilateralismo e aos propósitos e princípios da Carta da ONU”.

Perseguir a cooperação “ganha-ganha” é pré-requisito para manter o multilateralismo e devemos agir de acordo com as regras e a ordem, disse ele.

Enquanto pedia uma ONU forte, Wang prosseguiu dizendo que a China apoia uma reforma na Organização, que deve ser planejada para priorizar as preocupações dos países em desenvolvimento, tornando as Nações Unidas mais eficientes e aprimorando a supervisão e a prestação de contas.

Voltando-se para a Península Coreana, Wang disse que a China contribuiu para a “grande reviravolta”, e apoia a melhoria total das relações entre Coreia do Norte e do Sul, bem como os esforços para facilitar os diálogos entre Coreia do Norte e EUA.

“A China encoraja a Coreia do Norte a continuar seguindo na direção certa da desnuclearização”, disse Wang, acrescentando que “também é certo que os EUA deem uma resposta oportuna e positiva para verdadeiramente encontrar a Coreia do Norte no meio do caminho”.

Ele ressaltou ainda que a solução efetiva da questão requer a desnuclearização completa, bem como o estabelecimento de um mecanismo de paz.

“Somente quando as duas rodas se moverem em conjunto, a questão pode ser verdadeiramente resolvida e a paz pode começar a despontar”, disse ele.

Sobre a crise de rohingya, o ministro das Relações Exteriores disse que isso deveria ser resolvido por meio de um “processo de três fases”, envolvendo a cessação da violência, o retorno de pessoas deslocadas e o desenvolvimento econômico.

Quanto ao desenvolvimento, Wang disse que “não existe um modelo único para todos”, acrescentando que “todo país tem o direito de explorar um caminho de desenvolvimento que seja adequado para proporcionar felicidade e segurança a seu povo”.

A este respeito, a China tem trabalhado em parceria com outros países da comunidade internacional, salientou.

Wang apresentou o projeto de desenvolvimento “One Belt, One Road”, que se tornou a maior plataforma de cooperação internacional. Até agora, mais de 130 países e organizações internacionais assinaram acordos com a China no âmbito dessa iniciativa.