Na corrida pelo acesso à internet, países em desenvolvimento registram quase uma década de atraso

O bloco só foi atingir em 2010, o que já havia sido alcançado nove anos antes em países desenvolvidos: uma taxa de 21% de utilização da internet.

Por pouco – apenas dois anos – os países em desenvolvimento não registraram indicadores de acesso à internet compatíveis com a realidade do milênio passado, em uma comparação com as economias mais avançadas. O bloco só foi atingir em 2010, o que já havia sido alcançado nove anos antes em países como Estados Unidos, Alemanha e Japão: uma taxa de 21% de penetração da internet.

Em todo o mundo, essa taxa teve um crescimento considerável, alcançando a marca de 30% na última década. Em 2000, a relação das pessoas on-line era inferior a 1% em 72 economias. Dez anos depois, apenas 6 economias permaneciam estagnadas nesta situação. Na África, por exemplo, o número de usuários cresceu mais de 20 vezes, passando de 0,5% para 10,8%.

O crescimento, no entanto, ainda foi pequeno para superar as diferenças entre países pobres e ricos. Nos países classificados pela ONU como menos desenvolvidos, a relação dos usuários com acesso à rede saiu de 0,1% para 4,6%, bem abaixo da meta estabelecida em 10%.

O quadro é um pouco melhor para os usuários de telefones celulares. Em 2010, a taxa de penetração chegou a 100% em 97 economias, número quase cinquenta vezes maior que o registrado oito anos antes.

Nesse quesito, países desenvolvidos e em desenvolvimento também estão mais próximos. Com seis anos é possível vencer a diferença entre os indicadores. Na região, onde quase 2,6 bilhões de pessoas não possuem acesso aos recursos básicos de saneamento, quase 4 bilhões usam celular, uma penetração de 70%.

Os dados são da União Internacional das Telecomunicações (UIT) no relatório Mundial das Telecomunicações / Banco de dados para indicadores das Tecnologias de Informação e Comunicação.