Música e dança marcam show da ONU em comemoração ao Dia da Consciência Negra no Rio

Show “Encontro das Áfricas” teve participação de músicos brasileiros e estrangeiros para incentivar a Assembleia Geral das Nações Unidas a aprovar a Década Internacional de Afrodescendentes (2014-2023).

Apresentação de André Sampaio e os Afro mandinga. Foto: UNIC Rio/Felipe Siston

Apresentação de André Sampaio e os Afro mandinga. Foto: UNIC Rio/Felipe Siston

Com muita música, dança, artes plásticas e poesia, o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) celebrou o Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, no Rio de Janeiro.

O show “Encontro das Áfricas” contou com a participação de artistas brasileiros e estrangeiros que sintetizaram as diferentes culturas africanas com apresentações que foram dos tambores à música eletrônica.

“Este evento é muito importante porque nos dá a consciência de que somos fortes, de que temos muita cultura e que nós ainda devemos pesquisar bastante sobre a nossa história”, disse o cubano René Ferrer, cuja música, uma mistura de reggae, mambo, rumba e samba, colocou todo o teatro Oi Casa Grande, no Leblon, para dançar.

A iniciativa do UNIC Rio foi em apoio à campanha para que os Estados-membros da ONU aprovem a Década Internacional de Afrodescendentes (2014-2023) para promover o fim do racismo, da discriminação e da xenofobia. A aprovação do decênio também deve impulsionar o plano de ação “Pessoas de descendência africana: reconhecimento, justiça e desenvolvimento”, estabelecido na Conferência de Durban, em 2001.

Para a ministra Luiza Bairros, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, que participou do Encontro com cerca de 600 pessoas, o estabelecimento da década daria legitimação política à luta pela igualdade.

O músico senegalês Zal Sissokho acredita que parte do desenvolvimento do Brasil será alcançado quando o país ultrapassar a discussão sobre a consciência negra e entender que não existe raças, mas pessoas. “As pessoas são todas iguais e precisamos caminhar rápido para acabar com essa divisão de cores”, afirmou.

A iniciativa, apoiada pelo cantor Gilberto Gil, ainda teve a participação do percussionista carioca Robertinho Silva, o compositor de grandes sucessos da MPB, Altay Veloso, a cantora paulista Cellia Nascimento, que se apresentou com o rapper MC Slow Dabf, o músico André Sampaio e os Afro mandinga, a banda carioca Stereo Maracanã e o rapper e integrante do grupo Racionais Mc’s, Edi Rock.

“É sempre bom ser lembrado, é sempre bom estar provocando discussão sobre a questão da igualdade racial”, disse Edi Rock. “A gente briga há muito tempo e vai continuar brigando por muito tempo, mas todo passo que é dado para buscar a evolução da igualdade é bom”, acrescentou.

Durante o “Encontro das Áfricas”, foram exibidas seis telas produzidas pelos artistas de rua Marcelo Eco, Izolag Armeidah, Anahu e Akuma Santos, que resumiram a história do tráfico negreiro para a América Latina.

O evento contou com o apoio do Oi Futuro, do Instituto Vale, da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro e do Fundo Baobá. Elemídia, Agência Café das 4 e Maxpress foram os parceiros de comunicação e a produção executiva foi da ImaginaRio e da Neanderthal.


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