Museu do Amanhã vai abordar crise de refugiados em programação para 2017

Desafios de pessoas que fogem da guerra e violações dos direitos humanos serão tema de eventos do centro cultural, que firmou parceria com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) para abordar crise de refugiados em sua programação.

Representante do ACNUR no Brasil, Isabel Marquez, ao lado do diretor-geral do Museu do Amanhã, Ricardo Piquet, durante visita que formalizou a parceria entre ONU e centro cultural. Foto: ACNUR / L. F. Godinho

Representante do ACNUR no Brasil, Isabel Marquez, ao lado do diretor-geral do Museu do Amanhã, Ricardo Piquet, durante visita que formalizou a parceria entre ONU e centro cultural. Foto: ACNUR / L. F. Godinho

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) no Brasil firmou em outubro (27) uma parceria com o Museu do Amanhã, centro cultural da zona portuária do Rio, para colocar a pauta dos deslocados forçados na agenda da instituição em 2017. Exposições, seminários e debates vão abordar os desafios de refugiados.

“O Museu do Amanhã é um museu único no mundo, um lugar onde podemos refletir sobre quais são as consequências dos nossos atos e sobre a realidade das pessoas que foram forçadas a deixar as suas casas contra sua própria escolha”, afirmou a representante do ACNUR no Brasil, Isabel Marquez, logo após visita guiada ao centro cultural com os responsáveis pela programação e curadoria.

A primeira iniciativa conjunta do organismo das Nações Unidas e do Museu foi um seminário em junho, por ocasião do Dia Mundial do Refugiado. O evento levou para o público carioca a experiência de diferentes pessoas refugiadas e abordou temas como moradia, discriminação, educação e integração ao Brasil. No país, já são mais de 9 mil estrangeiros reconhecidos pelas autoridades como refugiados.

“Essa agenda dos refugiados trazida para o Museu do Amanhã talvez tenha sido a mais emocionante pela reação dos próprios refugiados, da troca que aconteceu e do aprendizado que recebemos deles. Gostaríamos de levar esta mensagem para frente em todos os nossos eventos porque ser refugiado é uma condição que não foi escolhida”, disse o diretor-geral da instituição cultural, Ricardo Piquet.

Membros da equipe do Museu do Amanhã apresentam à representante do ACNUR no Brasil, Isabel Marquez, parte do acervo da instituição que já recebeu milhares de visitantes desde a sua abertura, em dezembro de 2015. Foto: ACNUR/L.F. Godinho

Membros da equipe do Museu do Amanhã apresentam à representante do ACNUR no Brasil, Isabel Marquez, parte do acervo da instituição que já recebeu milhares de visitantes desde a sua abertura, em dezembro de 2015. Foto: ACNUR/L.F. Godinho

Entre outros projetos já realizados no Museu do Amanhã que abordam a temática do refúgio, está a montagem da exposição “Horizontes Possíveis – Arte como Refúgio”, que apresentou obras de quatro artistas vindos da República Democrática do Congo e da Síria.

Outras atividades incluíram a participação de deslocados forçados nas feiras multicultural e gastronômica da Praça Mauá, local que se tornou referência para turistas e moradores da capital fluminense.

O ACNUR e o Museu consideram que um futuro de solidariedade só pode ser alcançado pelas ações do presente, onde a diversidade de crenças, valores e formas de pensamento são fundamentais para a consolidação de relações humanas mais respeitosas e íntegras, livres de qualquer tipo de preconceito.