Mundo precisará produzir 70% mais alimentos até 2050, calcula ONU

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

Relatório recomenda redução do desperdício, do excesso de demanda por produtos de origem animal e mudanças para o setor agrícola. “Seguir esta abordagem não é um luxo, é uma necessidade”, diz Banco Mundial.

Foto: Banco Mundial/Maria Fleischmann

O mundo precisará de 70% mais alimentos para que a população em 2050, estimada em 9,6 bilhões de pessoas, possa se alimentar. A única maneira de atingir essa porcentagem – calculada em calorias – é melhorando os hábitos alimentares das pessoas, afirma relatório preliminar da ONU divulgado nesta terça-feira (3).

“Ao longo das próximas décadas, o mundo enfrentará um grande desafio – e oportunidade – no âmbito da segurança alimentar, do desenvolvimento e do meio ambiente”, disse o presidente do Instituto de Recursos Mundiais, Andrew Steer, parceiro na elaboração do estudo. “Para atender às necessidades humanas, devemos acabar com a lacuna de 70% entre os alimentos que serão necessários e os alimentos disponíveis.”

O “Relatório de Recursos Mundiais: Criando um Futuro Sustentável para a Alimentação” aponta que o aumento da produtividade das colheitas e da pecuária em terras agrícolas é fundamental para salvar as florestas e reduzir as emissões de gases de efeito estufa. No entanto, o documento adverte que essas ações sozinhas não serão suficientes para preencher a lacuna de alimentos. Por isso, recomenda a redução do desperdício de alimentos e resíduos, diminuindo o excesso de demanda para produtos de origem animal, e outras medidas de ‘clima inteligente’.

“Utilizar os princípios da ‘agricultura de clima inteligente‘ faz com que plantações, pecuária, florestas e pesca tenham o potencial de aumentar de forma sustentável a segurança alimentar, a resistência e a redução da pegada de carbono da agricultura. Seguir esta abordagem não é um luxo, é uma necessidade”, afirmou o diretor do Banco Mundial para Agricultura e Serviços Ambientais, Juergen Voegele.

O Relatório foi produzido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o Banco Mundial e o Instituto de Recursos Mundiais. A versão final do documento será lançada em meados de 2014.


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