Mundo não pode permitir agravamento de desastres

O mundo não pode permitir um aumento crescente nos desastres como o recentemente testemunhado no Paquistão e na Rússia, disse ontem (2) a representante da ONU sobre alterações climáticas, ressaltando a necessidade de os governos agirem rapidamente para conduzir o planeta rumo a um futuro com menos emissões de carbono.

O mundo não pode permitir um aumento crescente nos desastres, como o recentemente testemunhado no Paquistão e na Rússia, disse ontem (2) a representante da ONU sobre alterações climáticas, ressaltando a necessidade de os governos agirem rapidamente para conduzir o planeta rumo a um futuro com menos emissões de carbono.

Inundações no Paquistão e incêndios na Rússia foram “tão dramáticos” que muitas outras catástrofes meteorológicas importantes em outras partes do mundo “foram relegadas como notícias secundárias”, disse a Secretária-Executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), Christina Figueres. “A ciência vai mostrar como estes eventos estão relacionados à mudança climática que é causada por emissões humanas de gases do efeito estufa”, acrescentou. Figueres salientou que os governos podem preparar as sociedades para as alterações climáticas. Ela também disse que as negociações devem continuar e que “cada vez passos maiores e mais ousados” devem ser tomados.

A próxima sessão de negociação da UNFCCC será realizada em Tianjin, na China, em outubro, antes dos países se encontrarem na próxima Conferência das Partes em Cancun, México, em novembro.

Os governos têm feito muitas promessas de redução ou limitação do crescimento de suas emissões, disse a Secretária-Executiva, mas na cidade mexicana os países devem decidir como e quando cumprir essas promessas de uma forma responsável e vinculativa. Em Cancun, podem tomar decisões claras para a construção de um conjunto de melhorias, de caminhos e meios para que os países trabalhem juntos de modo a tomarem uma ação global na linha da frente.

As nações industrializadas prometeram fornecer 30 bilhões de dólares em financiamento fast-track para os países em desenvolvimento se adaptarem e mitigarem as alterações climáticas até 2012, com a disponibilização destes fundos em vista do compromisso destes países com as negociações do clima das nações mais pobres. Os países mais ricos também se comprometeram a levantar 100 bilhões de dólares por ano até 2020, e Figueres ressaltou que propostas concretas sobre como fazer isso agora são necessárias.