Mulheres indígenas em Boa Vista recebem orientações sobre saúde sexual e reprodutiva

A equipe do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) visitou na semana passada (10) a ocupação Kau’banoko, que abriga mulheres venezuelanas refugiadas e migrantes dos povos indígenas Warao e Inepá em Boa Vista (RR).

Saúde sexual e reprodutiva é um dos eixos do trabalho UNFPA no programa de assistência humanitária. Em contextos de emergência, pessoas em deslocamento forçado, principalmente mulheres, são mais vulneráveis à violência sexual, infecções sexualmente transmissíveis e gestações não intencionais. Na ausência de serviços adequados de obstetrícia, há um alto índice de mortes maternas e complicações relacionadas ao parto.

As especialistas em violência baseada em gênero e em saúde sexual e reprodutiva, Patrícia Ludmila e Leila Rocha, organizaram a roda de conversa em Boa Vista (RR). Foto: UNFPA Brasil/Rafael Sanz

As especialistas em violência baseada em gênero e em saúde sexual e reprodutiva, Patrícia Ludmila e Leila Rocha, organizaram a roda de conversa em Boa Vista (RR). Foto: UNFPA Brasil/Rafael Sanz

A equipe do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) visitou na semana passada (10) a ocupação Kau’banoko, que abriga mulheres venezuelanas refugiadas e migrantes dos povos indígenas Warao e Inepá em Boa Vista (RR).

Patrícia Ludmila e Leila Rocha, especialistas em violência baseada em gênero e em saúde sexual e reprodutiva, respectivamente, organizaram uma roda de conversa e promoveram a distribuição de Kits Dignidade, kits de higiene e outros itens básicos. O encontro teve a participação de 50 mulheres.

O primeiro contato com a comunidade, que vive em situação de vulnerabilidade, foi feito em parceria com a Pastoral da Criança. Na ocasião, O UNFPA apresentou a ideia de desenvolver uma atividade sobre como prevenir e oferecer respostas para a violência baseada em gênero, além de mapear as demandas em saúde sexual e reprodutiva, proposta bem recebida pelas lideranças locais.

“Todas participaram ativamente das dinâmicas. É visível que, apesar das diferenças, há respeito e convivência pacífica entre elas. Demonstraram interesse em conhecer mais sobre o tema, assumiram o compromisso de fortalecer o sentimento de grupo entre elas e afirmaram que desejam, sim, um vida sem violência”, disse Patrícia Ludmila.

Saúde sexual e reprodutiva é um dos eixos do trabalho UNFPA no programa de assistência humanitária. Em contextos de emergência, pessoas em deslocamento forçado, principalmente mulheres, são mais vulneráveis à violência sexual, infecções sexualmente transmissíveis e gestações não intencionais. Na ausência de serviços adequados de obstetrícia, há um alto índice de mortes maternas e complicações relacionadas ao parto.

Entre as mulheres que participaram da atividade na ocupação Kau’banoko, oito estavam grávidas e três não passaram por atendimento pré-natal. “Essas mulheres foram orientadas sobre a importância desse acompanhamento e foram direcionadas para uma unidade de saúde básica para fazer cartões do Sistema Único de Saúde (SUS) e ao posto de triagem da Operação Acolhida para emitir documentos como a Carteira de Trabalho”, disse Leila Rocha.

“Além disso, garantimos a entrega de Kits Dignidade para todas. Essa ação nos ajuda a garantir que elas tenham mais atenção com a saúde neste momento tão sensível, que é o da gravidez”, completou.