‘Mulheres e crianças são a chave para a paz e o desenvolvimento da África’, diz Ban

Na Cúpula da União Africana, o Secretário-Geral da ONU lembrou os sucessos alcançados pelos países africanos, sem esquecer os muitos desafios do futuro.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon.

Durante a sessão de abertura da Cúpula da União Africana, em Adis Abeba, capital da Etiópia, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que as mulheres e crianças são a chave para conduzir a paz e o desenvolvimento da África, sublinhando a importância de investir em sua saúde e educação, e proporcionar-lhes um ambiente seguro.

Segundo Ban, a África tem experiência para criar soluções para os seus próprios desafios e contribuir para os objetivos globais do crescimento inclusivo. O chefe da ONU observou que muitos países do continente tiveram ganhos importantes para atingir as metas de combate à pobreza, os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

“Mais crianças africanas estão em escolas, especialmente as meninas. Mais clínicas estão ajudando mais mulheres a sobreviverem ao parto. Mais mulheres africanas estão presentes em governos e em cargos de tomada de decisões”, disse Ban, acrescentando que mesmo com os progressos, centenas de milhões de africanos vivem na pobreza.

Ban solicitou que os líderes africanos acelerem os esforços para alcançar os ODM até 2015, avaliando que o resultado dependerá dos governos e da sociedade civil, além de que os líderes impulsionem os esforços para tirar milhões da pobreza e acabar com os ciclos recorrentes de violência para acelerar o desenvolvimento na região.

Em seu discurso, Ban também falou da ajuda humanitária da ONU no Mali, onde conflitos no norte entre tropas do Governo e os rebeldes Tuaregues eclodiram em janeiro de 2012. O Secretário-Geral reiterou o compromisso da entidade para a construção da paz no país.

Ban também falou sobre a República Democrática do Congo (RDC), onde a Missão de Estabilização das Nações Unidas no país (MONUSCO) também se esforça pela paz e para proteger os civis dos conflitos entre Governo e rebeldes.


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