Mulheres ainda representam dois terços dos 774 milhões de adultos analfabetos, alerta UNESCO

Durante fórum global, chefe da UNESCO pediu mais esforços para educação de meninas e mulheres em todo o mundo.

Uma menina caminha até a escola no oeste da Mongólia, nas Montanhas Altai, atravessando quilômetros em temperaturas congelantes. Foto: UNICEF/Andrew Cullent

Uma menina caminha até a escola no oeste da Mongólia, nas Montanhas Altai, atravessando quilômetros em temperaturas congelantes. Foto: UNICEF/Andrew Cullent

A chefe da UNESCO, Irina Bokova, pediu no início desta semana que os governos, o setor privado e a sociedade civil intensifiquem os esforços para proporcionar educação de qualidade para meninas e mulheres, ressaltando os benefícios transformadores que isso traria para toda a sociedade.

Durante o segundo Fórum anual de Educação Global e Habilidades, realizado em Dubai, Bokova ressaltou que 31 milhões de meninas estavam fora da escola em 2011 – das quais estima-se que 55% nunca frequentem a escola – e que as mulheres ainda representam dois terços dos 774 milhões de adultos analfabetos do mundo.

Em comunicado, a diretora-geral afirmou que “isso é um desperdício de talento e habilidade humana que nenhuma sociedade pode se dar o luxo de perder”.

Em uma sessão dedicada a Novas Parcerias para Meninas e Educação para Mulheres, Bokova encorajou líderes empresariais a participar da Parceria Global da UNESCO para a Educação de Meninas. Lançada em 2011 a iniciativa tem como objetivo fortalecer os elos mais fracos na educação – a transição para o ensino secundário e a alfabetização.

“Vimos que podemos produzir resultados”, disse Bokova, acrescentando que “para fazer uma diferença de verdade, devemos redobrar os nossos esforços de forma exponencial. Nossas ações devem equivaler nossas ambições. Isso requer um maior envolvimento de todos os setores”.