Mulheres africanas serão lembradas em carnaval do Rio de Janeiro

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Mulheres africanas que tiveram seus nomes escritos na história da humanidade e ajudaram a construir a sociedade brasileira serão lembradas no carnaval do Rio de Janeiro, pela escola de samba Acadêmicos do Salgueiro. Confira nesta matéria especial do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

Mulheres africanas que tiveram seus nomes escritos na história da humanidade e ajudaram a construir a sociedade brasileira serão lembradas no carnaval do Rio de Janeiro, pela escola de samba Acadêmicos do Salgueiro.

O carnavalesco Alex de Souza, conta ao Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) que, neste ano, a escola destacará personalidades como a primeira ginecologista da história, a egípcia Merit Ptah (2700 a.C), generais africanas que foram para o campo de batalha lutar contra o sistema colonial europeu e grandes líderes que chegaram ao solo brasileiro a partir do tráfico transatlântico (entre os séculos 16 ao 19).

“Falamos sobre as mulheres que cuidavam dos filhos dos ‘senhores’, sobre as organizadoras das feiras livres, as rezadeiras, as senhoras que cuidavam e cuidam do corpo e da alma, aquelas que abraçaram todos os seus filhos a partir do culto de matriz africana”, detalhou Alex, que levará a escola para o Sambódromo na segunda-feira de carnaval (12 de fevereiro).

O tema dialoga com a Década Internacional de Afrodescendentes (2015-2024), reconhecido pela comunidade internacional como grupo distinto cujos direitos humanos precisam ser promovidos e protegidos.

‘Senhoras do Ventre do Mundo’ foi desenvolvido a partir de pesquisa do Instituto Hoju, centro de estudos de história afro-brasileira. No samba-enredo, há um pedido de licença a essas mulheres.

“Entre tantas referências que a letra do samba faz, falamos da ciência, da literatura quando nos referimos a elas como as donas dos saberes. Depois, chegamos no Brasil-colônia e acabamos aqui na luta pela igualdade racial travada até hoje”, contou Dudu Botelho, membro do grupo de compositores.

A frente da Ala das Baianas, aos 71 anos, Tia Glorinha, que é rezadeira, diz que o enredo dá valor à mulher negra que luta pelo seu povo, espaço e igualdade.

“Eu rezo as pessoas, trouxe isso dos meus pais. Esse enredo conta muito sobre a gente, sobre essa luta e me toca muito quando cantamos guerreia. Essa parte é muito forte, muito bonita.”

Saiba mais sobre a Década Internacional de Afrodescendentes em decada-afro-onu.org.


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