Muitas mortes podem ser evitadas com dados melhores, diz vice-chefe da ONU

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Discursando no Fórum Mundial de Dados, a vice-secretária-geral das Nações Unidas, Amina Mohammed, destacou o impacto salvador de vidas que dados podem ter, notando que dados e previsões melhores poderiam ter impedido muitas mortes em desastres naturais.

Amina destacou outras maneiras que dados podem melhorar vidas: “Isto significa que estudantes podem encontrar oportunidades de emprego e mulheres podem aprender sobre leis que as protegem de discriminação. Isto significa que cidadãos podem monitorar como seus governos estão indo e responsabilizar os tomadores de decisão. Isto pode fortalecer confiança em instituições públicas e revelar novas oportunidades”.

Vice-secretária-geral da ONU, Amina J. Mohammed, discursa no Fórum Mundial de Dados em 22 de outubro de 2018, em Dubai. Foto: IISD/ENB/Kiara Worth

Vice-secretária-geral da ONU, Amina J. Mohammed, discursa no Fórum Mundial de Dados em 22 de outubro de 2018, em Dubai. Foto: IISD/ENB/Kiara Worth

Discursando na sessão de abertura do Fórum Mundial de Dados na segunda-feira (22), a vice-secretária-geral das Nações Unidas, Amina Mohammed, destacou o impacto salvador de vidas que os dados podem ter, observando que dados e previsões melhores poderiam ter impedido muitas mortes em desastres naturais.

“Embora seja claro que a revolução de dados está promovendo um impacto enorme, isto não tem beneficiado todos igualmente”, disse Amina.

Ela acrescentou que, para alcançar os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, um número maior e melhor de dados é necessário: “Com dados exatos, representativos, inclusivos e desagregados, podemos entender os desafios que enfrentamos e identificar as soluções mais apropriadas para desenvolvimento sustentável”.

A vice-chefe da ONU destacou outras maneiras que dados podem melhorar vidas: “Isto significa que estudantes podem encontrar oportunidades de emprego e mulheres podem aprender sobre leis que as protegem de discriminação. Isto significa que cidadãos podem monitorar como seus governos estão indo e responsabilizar os tomadores de decisão. Isto pode fortalecer confiança em instituições públicas e revelar novas oportunidades”.

A ONU, destacou Amina, está liderando esforços globais para integrar dados e sistemas de informação. Um exemplo é o Hub de Dados Aberto para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, uma ferramenta que fornece dados exatos sobre políticas informadas para tomadores de decisão.

Outro exemplo é a plataforma sobre os indicadores dos ODS, que dá a usuários acesso a todas as informações globais disponíveis e permite que vejam histórias interativas sobre progresso da implementação da Agenda 2030.

A ONU também possui o “Global Pulse”, que tem parcerias com especialistas da ONU, governos, universidades e o setor privado para promover o ‘big data’ em prol do desenvolvimento sustentável e da ação humanitária em todo o mundo.

Amina também mencionou o trabalho do Centro das Nações Unidas para Dados Humanitários, sediado em Haia, que está aumentando o impacto e uso de dados no setor humanitário, garantindo que agentes humanitários em todo o mundo possam acessar informações necessárias para tomar decisões rápidas e bem informadas.

Outros projetos e iniciativas incluem a parceria ID4D, com o Banco Mundial, que busca ajudar países a entender o potencial de transformação de sistemas digitais responsáveis de identificação; e o Painel de Alto Nível da ONU para Cooperação Digital, lançado pelo secretário-geral em julho de 2018 para fortalecer cooperação intergovernamental no espaço digital.

Há uma necessidade urgente para financiamento de dados e sistemas de estatísticas, disse Amina, que atualmente permanecem limitados. Também há necessidade de apoio político, técnico e legal em todas as áreas.

A alfabetização de dados deve ser desenvolvida, acrescentou, assim como “ferramentas inovadoras e plataformas da visualização de dados que permitam que usuários entendam dados intuitivamente e interajam sem problemas com dados em tempo real”.

“Equipes locais da ONU para o futuro”, disse, “devem ser completamente equipadas com as habilidades e capacidades corretas para aproveitar as oportunidades oferecidas por todos os tipos de dados e inovação, incluindo tecnologias emergentes, como ‘big data’, inteligência artificial, blockchain, robótica e drones”.

Amina convidou todos os inovadores de dados a trabalhar com a ONU e ajudar para que “absolutamente ninguém fique para trás”.

Para descobrir mais sobre como tecnologias digitais estão sendo usadas para responder aos maiores problemas do mundo, escute o episódio mais recente do Podcast da ONU, ‘The Lid Is On’.


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