Movimento social de moradia defende autogestão de projetos em evento na Casa da ONU

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Representante do movimento social de moradia, Julieta de Abraão, da Central de Movimentos Populares (CMP), defendeu durante seminário ocorrido na Casa da ONU em Brasília (DF) o envolvimento dos futuros moradores na concepção e no acompanhamento dos projetos de moradia social no Brasil, de forma a garantir sua sustentabilidade. 

As declarações foram feitas durante seminário que discutiu formas de fortalecer as políticas de habitação social para fomentar a sustentabilidade e garantir a qualidade das moradias no país. O evento teve a participação de representantes do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Evento discutiu projetos para empreendimentos imobiliários em linha com a Agenda 2030. Foto: PNUD Brasil/Maria Eduarda Carvalho

Evento discutiu projetos para empreendimentos imobiliários em linha com a Agenda 2030. Foto: PNUD Brasil/Maria Eduarda Carvalho

Representante do movimento social de moradia, Julieta de Abraão, da Central de Movimentos Populares (CMP), defendeu durante seminário ocorrido na Casa da ONU em Brasília (DF) na segunda-feira (11) o envolvimento dos futuros moradores na concepção e no acompanhamento dos projetos de moradia social no Brasil, de forma a garantir sua sustentabilidade.

“Defendemos e acreditamos na autogestão do projeto, já pensando nas famílias que vão morar em determinado local. Assim, entendemos que estamos nos integrando naquele bairro específico”, declarou.

Segundo Julieta, não é possível discutir sustentabilidade sem envolvimento social. “O que mais queremos é a autogestão, envolvendo a comunidade. Dessa forma, as pessoas vão entender qual o impacto que têm no bairro e no empreendimento e quais as melhorias necessárias. E é assim que devemos trabalhar a sustentabilidade”, afirmou.

As declarações foram feitas durante o seminário “Diálogos sobre Sustentabilidade: Avanços e Desafios dos Projetos de Habitação Social no Brasil”, que discutiu formas de fortalecer as políticas de habitação social para fomentar a sustentabilidade e garantir a qualidade das moradias no país.

Representantes de Caixa Econômica Federal, Ministério das Cidades, Building Research Establishment (BRE), Universidade Federal da Bahia e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) participaram do evento e apontaram iniciativas para alavancar projetos de moradia com foco na Agenda 2030.

Em 2014, Caixa, Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades e PNUD iniciaram um projeto de âmbito nacional para estruturar políticas públicas com foco na ocupação sustentável de empreendimentos habitacionais.

Por meio de diagnóstico e análise da estrutura habitacional, avaliação dos empreendimentos do programa Minha Casa Minha Vida e o estabelecimento de um padrão sustentável de moradia, as instituições identificaram ferramentas para promover políticas habitacionais para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). As metodologias, desenvolvidas por meio da parceria, também foram apresentadas no evento.

“Não é somente ter uma casa e os recursos para isso. É necessário pensarmos no impacto positivo que uma moradia pode trazer a uma região e para a vida das pessoas. Temos a obrigação de cuidar do entorno em que o brasileiro vai morar”, afirmou o gerente de negócios da vice-presidência de habitação da Caixa, Luis Marcio Carvalho Andrade.

Na opinião da consultora do centro de estudos BRE Ana Quintas, que apresentou as iniciativas e metodologias produzidas ao longo dos três anos do projeto, a abordagem integrada nos empreendimentos imobiliários é essencial para o desenvolvimento humano sustentável.

“Temos de colaborar de forma holística, de forma colaborativa. Havia a necessidade de melhorar a qualidade da moradia social no Brasil. Identificamos que fatores como economia local, transporte, segurança, energia, água e gestão, por exemplo, são fundamentais para alcançarmos esse objetivo”, disse.

“A parceria entre as instituições é muito importante, pois os resultados servirão para ampliarmos nossa colaboração. A abordagem inovadora, principalmente para grupos de pessoas mais distantes, promove produtos mais sustentáveis. É uma metodologia única e consistente na formulação de políticas públicas. Assim, reforço o entendimento de que responderemos à altura o chamado da Agenda 2030”, disse o diretor de país do PNUD, Didier Trebucq.

 

A próxima fase do projeto será aprofundar as metodologias identificadas para promover a sustentabilidade nos empreendimentos imobiliários, garantindo a inserção dos moradores no contexto local, em linha com os ODS.


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