Motorista do Programa Mundial de Alimentos no Brasil carregará tocha olímpica em Curitiba

José da Silva, também conhecido como “Ari”, trabalha no Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos da ONU, em Brasília. No dia 14 de julho, ele carregará o símbolo das Olimpíadas por 200 metros, em nome do PMA. Saiba mais sobre a história dele.

Ari em visita a escola pública na Bahia com a equipe do PMA. Foto: PMA/Vinícius Limongi

Ari em visita a escola pública na Bahia com a equipe do PMA. Foto: PMA/Vinícius Limongi

Todos os dias, José da Silva acorda às seis da manhã para correr quatro quilômetros antes de ir trabalhar no Centro de Excelência contra a Fome, do Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA), em Brasília. A rotina de exercícios, que envolve também treinos de jiu-jitsu após o serviço, certamente vai ajudar José no dia 14 de julho, quando ele carregará a tocha olímpica por 200 metros, em nome da agência da ONU, na cidade de Curitiba.

Entre os dez funcionários que se candidataram para representar o PMA no revezamento do símbolo das Olimpíadas, José, também conhecido pelo apelido, “Ari”, foi o escolhido para participar da corrida. Ele é motorista do Centro de Excelência contra a Fome e sua história de vida está intimamente associada aos objetivos e aspirações do Programa Mundial de Alimentos.

Quando criança, José se alimentava na escola, graças à merenda fornecida pelo governo. Em muitas ocasiões, os almoços no colégio eram a única refeição do dia. Mais velho, Ari começou a vender sacolé em jogos de futebol para conseguir dinheiro e comprar os livros escolares que seu pai não podia pagar.

Em 2011, depois de trabalhar como motorista para o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), José foi contratado como o primeiro funcionário da equipe brasileira do Centro de Excelência contra a Fome. O organismo foi fundado para auxiliar países em desenvolvimento a encontrar soluções sustentáveis para a fome e a pobreza.

Para Ari, a participação no revezamento da tocha será inesquecível por vários motivos. “As Olimpíadas serão um momento histórico para o Brasil. Isso é, em parte, o que me motivou a me candidatar, mas eu também estarei representando os quase 15 mil funcionários do PMA do mundo todo. Então, vai ser um momento importante para mim”, disse.

“Eu estarei pensando em todos os funcionários em campo, enquanto estiver correndo, e em todas as pessoas que o PMA está ajudando”, afirmou José. “É algo que eu vou lembrar pelo resto da minha vida.” O motorista contou que está animado para os Jogos Olímpicos também por ser a ocasião de torcer pelo nadador brasileiro Cesar Cielo, de quem é fã e admirador.

Outros funcionários do PMA já carregaram a tocha olímpica, como Vadsana Sinthavong, do Laos, que carregou a tocha em Birmingham para as Olimpíadas de Londres (2012), e Aziza Mohamed, do Sudão, que carregou a tocha antes das Olimpíadas de inverno de Sochi, Rússia (2014).