Mostra em Brasília ‘1 em 3 – O que é Preciso pra Você se Indignar?’ retrata violência contra mulher

A maior parte das obras vem de lugares onde ser mulher, fazer arte e falar de violência de gênero representam um perigo muitas vezes fatal, como por exemplo, Afeganistão, Iêmen, Irã e Paquistão. A exposição fica aberta até 30 de abril.

As obras estarão expostas até 30 de abril no Salão Branco do Senado Federal. Foto: Banco Mundial/Mariana Kaipper Ceratti

As obras estarão expostas até 30 de abril no Salão Branco do Senado Federal. Foto: Banco Mundial/Mariana Kaipper Ceratti

Uma em cada três mulheres em todo o mundo, ou cerca de 800 milhões, vão apanhar, serão forçadas a ter relações sexuais ou sofrer qualquer outra forma de abuso ao longo de suas vidas, de acordo com o levantamento realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2012. Para chamar atenção sobre essa questão universal, o Banco Mundial, em parceria com a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, traz ao Brasil a mostra de arte multimídia “1 em 3 – O que é preciso para você se indignar?”, que ficará aberta até o dia 30 de abril.

A exposição é composta por 53 trabalhos, criados por 30 artistas, mulheres e homens. “Era importante ter artistas de ambos os gêneros para evitar algo comum em qualquer evento sobre o tema: focar somente na mulher e esquecer que o homem também é parte do problema e da solução”, avalia a curadora de arte do Banco Mundial, Marina Galvani, que está à frente da organização da mostra.

A maior parte das obras vem de lugares onde ser mulher, fazer arte e falar de violência de gênero representam um perigo muitas vezes fatal, como por exemplo, Afeganistão, Iêmen, Irã e Paquistão. Esse risco fez com que Galvani realizassem pesquisas e entrassem em contato direto com os criadores das obras, com o apoio de ONGs, fundações e organismos internacionais como a ONU Mulheres.

“Sabemos o quanto é comum os artistas serem ameaçados ou caírem no ostracismo em seus países por abordarem temas espinhosos”, afirma a curadora.

Depois do Brasil, a mostra seguirá para Senegal, Nigéria, França, Alemanha, Inglaterra, Bangladesh e Índia.