Morte de 15 crianças com vacina contaminada na Síria é ‘maior incidente deste tipo’, diz OMS

Criança sendo vacinada na Síria. Foto: UNICEF/Alaa Malhas

Quinze crianças morreram e outras 50 foram afetadas por uma vacina contaminada contra o sarampo na província de Idlib, na Síria, de acordo com um comunicado conjunto da Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo da ONU para a Infância (UNICEF), nesta sexta-feira (19). Na ocasião, foi anunciado que uma equipe de três peritos foi enviada para auxiliar na investigação do caso.

“Ainda não está claro como isso aconteceu. Não é a primeira vez, mas é, no entanto, o maior incidente desse tipo”, disse o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, à imprensa, em Genebra (Suíça).

“O maior desafio agora é continuar a investigação”, disse ele, ressaltando que é vital descobrir a causa das mortes das crianças, assim como também continuar a campanha de imunização contra o sarampo o mais rápido possível e reconstruir a confiança das pessoas.

O porta-voz da OMS explicou que a vacina, produzida em pó, junto com seu diluente, era mantida refrigerada com um relaxante muscular. No dia da vacinação as vacinas foram enviadas para as unidades de saúde, onde foram primeiramente diluídas e depois usadas. Acredita-se que o relaxante muscular tenha se misturado com as vacinas, causando a morte das crianças com menos de dois anos de idade; as crianças mais velhas sobreviveram com sintomas de diarreia e vômitos.