Morre Stéphane Hessel, um dos autores da Declaração Universal dos Direitos Humanos

Para a Diretora-Geral da UNESCO, Hessel foi também “um dos maiores defensores dos direitos humanos, da tolerância e da compreensão mútua do século XX”.

Diversos membros da ONU lamentaram nesta quarta-feira (27) a morte de Stéphane Hessel — “um dos grandes campeões dos direitos humanos”, na descrição de da chefe de direitos humanos da ONU –, que faleceu aos 95 anos de idade.

Hessel, que lutou na Resistência Francesa durante a Segunda Guerra Mundial antes de ser preso pela Gestapo e enviado para um campo de concentração, sobreviveu para ajudar a elaborar a Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948. Ele também serviu como representante da diplomacia francesa, inclusive na Sede da ONU em Nova York.

A Alta Comissária para os Direitos Humanos, Navi Pillay, lembrou que “Stéphane Hessel foi uma figura de destaque no mundo dos direitos humanos” e que  “seu envolvimento com a equipe que redigiu a Declaração Universal é suficiente por si só para lhe dar um lugar de honra na história mundial. Mas ele fez muito mais, e continuou contribuindo para o avanço dos direitos humanos durante seus mais de 90 anos.”

A Diretora-Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, também expressou sua profunda tristeza com a morte de Hessel, que  descreveu como “um dos maiores defensores dos direitos humanos, da tolerância e da compreensão mútua do século XX”.