Moradia não pode se reduzir a uma mercadoria, diz relatora da ONU

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Percepções atuais que consideram a habitação como mercadoria, de desenvolvimento a qualquer custo, e a exclusão dos mais vulneráveis permanecem dominantes na abordagem global em relação à habitação, alertou recentemente a relatora especial das Nações Unidas sobre o direito à moradia adequada, Leilani Farha.

“Há um interesse global em habitação, mas não como um direito humano e como uma questão que requer atenção urgente para ajudar os grupos mais vulneráveis em cidades em todo mundo”, disse Farha na Conferência das Nações Unidas sobre Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável, a Habitat III, realizada em 2016 em Quito, Equador.

“A moradia perdeu sua função social e passou a ser vista como um veículo para riqueza e lucros. A transformação da moradia em uma mercadoria rouba a conexão da casa com a comunidade, a dignidade e a ideia da propriedade como um lar”, acrescentou a especialista em março desse ano, ao entregar seu relatório ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra.

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