Mobilização nacional visa aumentar número de pessoas vacinadas contra sarampo

Os postos de vacinação do Brasil abriram no sábado (19) para o “Dia D” de mobilização nacional contra o sarampo. A iniciativa — uma parceria do Ministério da Saúde com as secretarias estaduais e municipais de saúde — busca reforçar a importância da vacinação, principalmente nos grupos prioritários.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) participou da mobilização durante uma atividade realizada no Centro de Saúde I ‘Dr. Victor Araújo Homem de Mello’, no bairro de Pinheiros, em São Paulo (SP).

De acordo com o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, o país registrou, nos últimos 90 dias, 6.192 casos confirmados de sarampo, aumento de 15% em relação ao período de monitoramento anterior. Vinte estados estão na lista de transmissão ativa da doença e 96% dos casos confirmados estão concentrados no estado de São Paulo, em 192 municípios.

De acordo com o último boletim epidemiológico de sarampo do Ministério da Saúde do Brasil, o país registrou, nos últimos 90 dias, 6.192 casos confirmados de sarampo, o que corresponde a aumento de 15% em relação ao período de monitoramento anterior. Foto: EBC

De acordo com o último boletim epidemiológico de sarampo do Ministério da Saúde do Brasil, o país registrou, nos últimos 90 dias, 6.192 casos confirmados de sarampo, o que corresponde a aumento de 15% em relação ao período de monitoramento anterior. Foto: EBC

Os postos de vacinação do Brasil abriram no sábado (19) para o “Dia D” de mobilização nacional contra o sarampo. A iniciativa — uma parceria do Ministério da Saúde com as secretarias estaduais e municipais de saúde — busca reforçar a importância da vacinação, principalmente nos grupos prioritários.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) participou da mobilização durante uma atividade realizada no Centro de Saúde I ‘Dr. Victor Araújo Homem de Mello’, no bairro de Pinheiros, em São Paulo (SP).

De acordo com o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, o país registrou, nos últimos 90 dias, 6.192 casos confirmados de sarampo, aumento de 15% em relação ao período de monitoramento anterior. Vinte estados estão na lista de transmissão ativa da doença e 96% dos casos confirmados estão concentrados no estado de São Paulo, em 192 municípios.

“Hoje estamos aqui em São Paulo, porque é o nosso estado mais populoso e onde está concentrada hoje a grande luta contra o sarampo, mas alertamos que isso é um problema nacional. Em todos os estados da federação, em maior ou menor grau, deve-se aumentar a vacinação”, afirmou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

María Almíron, coordenadora de Doenças Transmissíveis e Análise de Situação de Saúde do escritório da OPAS e da Organização Mundial da Saúde (OMS) no Brasil, lembra que os surtos de sarampo têm afetado diversas partes do mundo. “Isso porque o vírus causador dessa doença se espalha muito facilmente. Na Europa, foram registrados 90 mil casos nos primeiros seis meses deste ano. Aqui nas Américas a doença foi notificada por 14 países, com a maior proporção nos Estados Unidos, na Venezuela e no Brasil”.

Lely Guzman, especialista em Imunização da OPAS e da OMS, destaca que o aumento da cobertura vacinal não é um papel apenas dos governos. “A população precisa buscar os serviços de saúde e verificar que está com o seu calendário de vacinação em dia. Só assim poderemos garantir que nós e nossas famílias vamos estar protegidas”.

Campanha

Lançada no início deste mês, a Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo prioriza dois grupos. O primeiro vai de 7 a 25 de outubro e imuniza crianças de 6 meses a menores de 5 anos, com o “Dia D” de vacinação em 19 de outubro. Já o segundo grupo, previsto para iniciar em 18 de novembro, será direcionado a adultos entre 20 e 29 anos que ainda não atualizaram a caderneta de vacinação, com “Dia D” em 30 de novembro. A meta é vacinar 2,6 milhões de crianças na faixa prioritária e 13,6 milhões de adultos.

Investigação de casos

A OPAS está auxiliando o Brasil na compra de vacinas e, junto com o Ministério da Saúde, está apoiando o estado de São Paulo no fortalecimento de seu sistema de vigilância epidemiológica e laboratorial.

O organismo internacional também enviou em agosto para a Secretaria Estadual de Saúde 12 mil exemplares de uma ferramenta em forma de disco elaborada para facilitar a investigação de casos suspeitos de sarampo, rubéola e síndrome de rubéola congênita. Os materiais foram entregues às Unidades Básicas de Saúde para serem utilizados por médicas(os) e enfermeiras(os).

Essa ferramenta criada pela OPAS é composta por um disco externo na cor branca, onde constam os dias e meses do ano. No círculo central do disco interno, a metade vermelha representa o lado referente à investigação do sarampo. No círculo central do disco interno, a metade rosa escuro representa o lado referente à investigação da rubéola.

O disco lilás indica o período provável de exposição ao vírus; o verde escuro corresponde ao período de transmissibilidade; o verde claro, ao período provável de aparição de casos secundários; o azul claro, ao período de seguimento dos contatos; o vermelho, ao período para coleta de amostra sorológica; o laranja, ao período para a coleta de amostra para detecção viral; e o amarelo ao período de possível evento adverso pós-vacinação (exantema).

Todos os períodos apresentados no material estão diretamente relacionados a data do início do exantema (erupção cutânea vermelha, causada por infecção) para o sarampo ou rubéola. Na outra face do disco, estão as orientações para investigação da síndrome da rubéola congênita.

O instrumento foi testado e validado, em 2015, em conjunto com equipes do Ministério da Saúde do Brasil e das Secretaria Estaduais de Saúde do Distrito Federal, da Bahia e de Santa Catarina. Na época, o material orientador foi entregue para todos os municípios e Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).