Missão técnica peruana visita Brasil para conhecer experiência no setor algodoeiro

Representantes de governo, técnicos e agricultores familiares do Peru que trabalham na cadeia produtiva de algodão iniciaram na segunda-feira (27) visita ao Brasil para conhecer a experiência brasileira no setor algodoeiro.

A missão técnica teve início em Brasília (DF), com uma reunião na representação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

A experiência brasileira na atividade algodoeira é considerada referência, já que o Brasil passou da condição de importador a de importante exportador de algodão, principalmente devido ao grande aumento na produtividade.

Peru é projeto do projeto "Fortalecimento do Setor Algodoeiro por meio da Cooperação Sul-Sul", do Programa de Cooperação Brasil-FAO. Foto: EBC

Peru é projeto do projeto “Fortalecimento do Setor Algodoeiro por meio da Cooperação Sul-Sul”, do Programa de Cooperação Brasil-FAO. Foto: EBC

Representantes de governo, técnicos e agricultores familiares do Peru que trabalham na cadeia produtiva de algodão iniciaram na segunda-feira (27) uma visita ao Brasil para conhecer a experiência brasileira no setor algodoeiro.

Durante 20 dias, o grupo formado por 18 pessoas visitará três estados (Mato Grosso, Minas Gerais e Paraíba) para conhecer experiências na área de políticas públicas, abastecimento de sementes de algodão, mecanização, associativismo e comercialização da fibra.

A missão técnica teve início em Brasília (DF), com uma reunião na representação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), com a participação da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário.

O representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic, ressaltou a importância de visitas técnicas para conhecer as experiências e as boas práticas brasileiras, no âmbito da Cooperação Sul-Sul, e que podem ser uma oportunidade para ampliar conhecimentos e melhorar os sistemas produtivos, como no caso da produção de algodão no Peru.

De acordo com a responsável pela Coordenação-Geral de Mobilização de Parcerias Institucionais/Trilateral com Organismos da Agência Brasileira de Cooperação (ABC/MRE), Cecilia Malagutti, toda a agenda da missão foi elaborada pelo governo brasileiro e pela FAO com o cuidado de identificar as instituições que pudessem aportar conhecimentos e informações sobre a cadeia de valor do algodão.

Em Brasília, a missão visitou ainda a Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES) do Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS) e a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA) e a ABC/MRE.

A visita técnica é parte do projeto de Cooperação Sul-Sul Trilateral executado por governo brasileiro — representado por ABC e Ministério das Relações Exteriores —, FAO e pelos países do Mercosul, países associados e Haiti, que visa a contribuir para o desenvolvimento sustentável da cadeia de valor do algodão nos países parceiros, assim com ampliar as capacidades de coordenação interinstitucional para o fortalecimento do setor.

Cooperação Sul-Sul para fortalecimento do setor

O projeto Fortalecimento do Setor Algodoeiro por meio da Cooperação Sul-Sul, do Programa de Cooperação Brasil-FAO, também apresenta a possibilidade de avançar em direção a mercados diferenciados e nichos que permitam agregação de valor e geração de renda para as famílias.

A experiência brasileira na atividade algodoeira é uma referência para o projeto, já que o Brasil passou da condição de importador a de importante exportador de algodão, principalmente devido ao grande aumento na produtividade.

O país fez investimentos significativos em pesquisa agropecuária, que impulsaram o desenvolvimento de tecnologias adaptadas a novas fronteiras agrícolas. Além disso, o Brasil é referencia em políticas públicas para o setor da agricultura familiar, despertando interesse da delegação, cujo país tem 90% da produção de algodão em mãos de pequenos produtores familiares.

Além do Peru, são parceiros neste projeto a Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, Haiti e Paraguai.

Projeto no Peru

No Peru, o setor algodoeiro é composto quase que totalmente pela agricultura familiar. Mais de 90% dos produtores peruanos plantam algodão em menos de cinco hectares. No país, o projeto de fortalecimento do setor algodoeiro visa a promover a troca de experiências e de conhecimentos entre as instituições peruanas e do Brasil, além de contribuir para o fortalecimento das capacidades institucionais.

As zonas de trabalho do projeto são Piura, Lambayeque e Ica. Nestas áreas são executadas atividades destinadas à transferência de tecnologia e modernização do setor algodoeiro, fortalecimento da organização, planejamento e coordenação entre atores-chave deste setor, adoção de boas práticas agrícolas como uso de sementes certificadas e capacitação de extensionistas, pesquisadores e técnicos agrários.

Participam como parceiros peruanos do projeto o Ministério da Agricultura (MINAGRI), o Instituto Nacional de Inovação Agrária (INIA) e a Agência Peruana de Cooperação Internacional (APCI), além das direções agrárias dos três departamentos de atuação do projeto.

Como instituições brasileiras cooperantes participam a EMBRAPA, ABRAPA e Associação Brasileira das Empresas de Assistência Técnica e Extensão Rural (ASBRAER).