Missão da ONU retira civis sob risco de parque na República Democrática do Congo

Missão de Estabilização das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO). Foto: MONUSCO

Agindo por questões humanitárias e a pedido do governo da República Democrática do Congo (RDC), a Missão de Estabilização da ONU no país (MONUSCO) retirou centenas de pessoas, incluindo o ex-vice presidente do Sudão do Sul, Riek Machar, membros de sua família e assessores, bem como centenas de civis do Parque Nacional da Garamba, localizado na província de Alto Uele, no nordeste da RDC.

Em um comunicado à imprensa emitido no sábado (10), a MONUSCO informou que muitas pessoas removidas do parque estavam feridas, gravemente desnutridas ou em outras condições de risco de vida.

Segundo a missão da ONU, Machar, sua mulher, seu filho e dez assessores foram retirados em 17 de agosto; 291 pessoas foram retiradas entre 24 do mesmo mês e 1º de setembro; 62 indivíduos em condições críticas de saúde em 9 de setembro; e outras 116 em condições similares em 10 de setembro.

Ao todo, a MONUSCO disse que entregou mais de 117 pessoas, incluindo Machar, sua esposa e filho, às autoridades da RDC, e informou que as armas foram removidas de todas as pessoas transportadas.

A missão ainda acrescentou que, desde o dia 8 de setembro, 183 pessoas estão em instalações seguras da MONUSCO, localizadas em duas regiões. Feridos em necessidade estão recebendo tratamento especial.

De acordo com a missão, Machar, seus familiares e centenas de pessoas, carregando armamentos, chegaram à RDC a partir do Sudão do Sul.

Em comunicado à imprensa, a missão destacou ainda que está mantendo as autoridades da RDC plenamente informadas, e a sede da ONU está incentivando as autoridades congolesas e do Sudão do Sul, bem como os agentes regionais, a encontrar uma solução para a presença de elementos armados sul-sudaneses no território da RDC.