Missão da ONU no Líbano vai investigar ataques com foguetes que partiram do país e atingiram Israel

No último domingo (20), três foguetes foram disparados do sul do Líbano em direção a Israel, que revidou com oito ataques de morteiro. Apesar das agressões, não foram registrados casos de morte.

Membro da força de paz da UNIFIL patrulha a "linha azul" que demarca a fronteira entre o Líbano e Israel. Foto: ONU/E. Debebe

Membro da força de paz da UNIFIL patrulha a “linha azul” que demarca a fronteira entre o Líbano e Israel. Foto: ONU/E. Debebe

A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) informou que vai investigar os ataques com três foguetes que foram disparados, neste domingo (20), do sul do país em direção a Israel. A ocorrência constituiu uma violação da resolução 1701 do Conselho de Segurança, que determinou um cessar-fogo em 2006 entre os dois territórios, após conflitos entre o Estado israelense e o grupo Hezbollah. Após o ataque, Israel revidou com oito ataques de morteiros de 120mm.

Apesar das hostilidades, não foram registrados casos de morte, nem de ferimentos em nenhum dos países, até o momento. “É imperativo identificar e apreender os perpetradores desse ataque. Mais tropas foram enviadas ao terreno e patrulhas foram intensificadas em nossa área de operações, em coordenação com o Exército Libanês (LAF), para prevenir qualquer novo incidente”, afirmou o comandante e major-general da UNIFIL, Luciano Portolano, a respeito das agressões que partiram do território libanês. Nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque.

Dos três foguetes disparados, dois atingiram o norte de Israel e um caiu no mar. De acordo com Portolano, a agressão foi “claramente orientada para minar a estabilidade na área”. A UNIFIL está averiguando os fatos e as circunstâncias dos ataques. A missão, que conta com 10,5 mil oficiais, quer identificar os locais de lançamento dos projéteis.