Missão da ONU no Afeganistão elogia nomeação de gabinete governamental unificado

Chefe da missão destacou bom momento político, apesar do aumento do número de atentados e conflitos em 2014 no país do Oriente Médio.

Distribuição de materiais contra o inverno rigoroso do Afeganistão, promovido pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em Cabul, capital afegã. Foto: Sayed Muhammad Shah/UNAMA

Distribuição de materiais contra o inverno rigoroso do Afeganistão, promovido pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em Cabul, capital afegã. Foto: Sayed Muhammad Shah/UNAMA

A nomeação do gabinete de união do Afeganistão, parte de um movimento mais amplo para reunir as facções políticas nacionais, é um marco importante na evolução política, disse nesta segunda-feira (12), o principal enviado das Nações Unidas no país.

Em um comunicado de imprensa acolhendo a nomeação de ministros e funcionários de alto escalão, como parte da implementação do acordo para um Governo de Unidade Nacional, o chefe da Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (UNAMA), Nicholas Haysom, sugeriu que o movimento era um indicativo do momento político positivo do país.

“O espírito de colaboração respeitosa demonstrado pelo presidente Mohammad Ashraf Ghani e pelo chefe do escritório executivo Abdullah Abdullah, e suas equipes, ao concordar com essas nomeações é uma manifestação de boas-vindas a esta parceria e cooperação”, disse Haysom.

“Dadas as muitas questões prementes que o Afeganistão enfrenta, é de se esperar que este processo possa ser realizado de uma forma harmoniosa e oportuna.”

O gabinete de união ainda tem de ser aprovado pela Wolesi Jirga, a Câmara dos Deputados local, como prescrito pela Constituição do país.

Haysom reafirmou o compromisso contínuo da ONU com o país como um “parceiro confiável” e disse que a missão estava “ansiosa para trabalhar com todos os novos ministros e funcionários de apoio do trabalho do Governo”.

O anúncio da nomeação do gabinete de união ocorre em meio a um aumento brutal dos ataques em todo o país.

O ano de 2014, de fato, foi o ano mais mortífero para civis afegãos desde 2009. A missão da ONU no país tem documentado um aumento do número de mortes de civis decorrente, em grande parte, dos conflitos e o aumento do uso de dispositivos explosivos improvisados – ambos matando e ferindo civis afegãos em níveis inéditos desde que a UNAMA passou a documentar os incidentes.